Uma Vida Violenta

Une Vie Violente / A Violent Life (2017 – FRA) 

Após se destacar com Apaches, o cineasta francês, Thierry de Peretti, volta seus olhos agora para movimentos revolucionários em Córsega, que nos anos 90 realizaram alguns atentados pela região.  Num momento em que há tanta discussão sobre o movimento separatista Catalão, é curioso resgatar outros movimentos parecidos, numa passado bem recente.

Sempre em planos mais abertos, que buscam manter distanciamento, o filme acompanha um grupo de amigos revolucionários, que pegam em armas e pregam a separação da Córsega do domínio francês. Entre cenas de reuniões inflamados de planejar ataques, se defender dos inimigos, e ainda levar suas vidas pessoais, o filme apresenta uma mecânica mais interessada num estudo de um jovem cuja vida esteve sempre aliado á violência, do que necessariamente as questões políticas debatidas por eles. É bem menos corajoso na proposta, e mais politizado no didatismo do que Nocturama, e essa barreira, imposta pelo cineasta, na distância entre público e personagem é quase um escudo que não permite adentrar melhor a uma camada de compreensão. O filme fez parte da Semana da Crítica da última edição de Cannes e sofre da inanição emocional que o próprio Peretti impõe.

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