Caniba

Caniba (2017 – FRA) 

É bom conhecer o cinema da dupla Verena Paravel e Lucien Castaing-Taylor antes de posar em seu novo, e intrigante, documentário. Leviathan acompanha a pesca comercial e tornava os humanos monstros, só com o poder da imagem. Dessa vez, o retratado é o japonês canibal, réu confesso, que vive hoje de sua “fama”. Outra vez, a dupla foge do fácil, são planos tão fechados no rosto do personagem que a imagem fica mais desfocada do que nítida. Ele vive com o irmão, e a questão do canibalismo é central, porém não didática. Ela surge dos desenhos dele, ou da forma sensorial com que os diretores mergulham numa fotografia quase doentia e incomoda. Longe do brilhantismo do trabalho anterior, Caniba é outro exercício experimental e angustiante.

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