Desaparecimento

Napadid Shodan / Disappearance (2017 –  IRA) 

Estamos de volta as discussões de questões religiosas do Islamismo. Exibido na mostra Horizonte de Veneza, o estreante na direção, Ali Asgari, trata do tabu do sexo antes do casamento através de longos planos-sequencias em que o jovem casal de namorados correm por Terrã em busca de um hospital que possa trata-la após a primeira vez do casal, sem que os pais precisem ser informados.

Da inconsequência de jovens a toda sistemática de preservação de questões fundamentais da religião. Os jovens tentam se ajudar, dão de encontro com enfermeiras e médicos que seguem à risca das regras, que não simpatizam com o “segredo”. Sinais de uma sociedade fechada em suas questões, em seus dogmas, enquanto personagens veem, numa única noite, o risco de saúde em segundo plano, menos importante que a honra e a harmonia familiar. A juventude não se rebela, mas também não quer mais seguir algumas regras, e vive sob segredos tal qual o primeiro cigarro ou o primeiro porre, mas com consequências bem maiores do que o simples sermão quando chegar em casa.

E como fica a questão do casal sob todo o trauma de uma noite como essa? O desfecho responde, Asgari filma o frio da cidade com o frio dos corações gélidos desesperados pela solução, incapazes de transmitir carinhos, unidos pela problemática gerada pela tentação sexual.

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