Jogo Perigoso

Gerald’s Game (2017 -EUA) 

Realmente Stephen King voltou a ser moda. É a vez de Mike Flanagan, novamente numa produção Netflix, realizar versão de uma das obras do autor (provavelmente mais adaptado para os cinemas). Trata-se de um terror psicológico complicado de transpor num filme, as alucinações de uma mulher numa situação limite: algemada numa casa isolada e cujo marido (Bruce Greenwood) acaba de ter um enfarte.

Lembrança automática de 127 Horas, até porque a trama também resgata flashbacks da infância para dramatizar, ainda mais, a situação dela (Carla Gugino). Do comportamento inverossímil da mulher, ao passado de abuso que pouco parece acrescentar a situação desesperadora da heroína, o filme se equilibra na tentativa desse causar esse terror psicológico enquanto se coloca numa clara posição feminista de mulheres que encontram em seus casamentos os comportamentos hostis (como espelhos) que receberam de traumas infantis. Dessa salada ainda tem um cão faminto e traços de sobrenatural. Flanagan fez melhor com outra mulher presa em casa com Hush.

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