Thelma

Thelma (2017 – NOR) 

Bastante promissor em sua metade inicial, a nova empreitada do cineasta norueguês Joachim Trier. A universitária de pais católico e ultraprotetores, descobrindo liberdades e uma sociedade cujs tentações provocam sua criação ortodoxa e claustrofóbica. O clima de sobrenatural ajuda nessa construção opressora, enquanto os desejos sexuais reprimidos começam a pular da tela como alucinações.

Na segunda parte, o roteiro explica melhor sobre os poderes de Thelma, os perigos que ela causa à sociedade e a forma com que seus pais sempre lidaram com ela. É nesse momento que o filme escapa das mãos de Trier, perde-se a angustia aflitiva da jovem pela necessidade de flashbacks e segredos trancados que elucidam a Thelma sobre quem ela é, mas deixam a narrativa cinematográfica bem menos insinuante do que antes.


Joachim Trier na Toca: Oslo, 31 de Agosto (2011), Mais Forte que Bombas (2015)

 

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