Corpo e Alma

Testrol e Lelekrol / On Body and Soul (2017 – HUN) 

A diretora húngara Ildiko Enyedi dosa toques de romantismo e frieza, com uma pitada de fantasia. Afinal, é através da possibilidade de duas pessoas, se comunicarem, em seus sonhos, que surge o relacionamento amorosos entre o diretor financeiro e a inspetora de qualidade.  Num primeiro momento, o ambiente é o de abatedouro de carne. Os movimentos mecânicos no abate, a predominância de tons fortemente claros (muito branco) em contraste com o vermelho do sangue, e a fortaleza do silencio criam essa atmosfera gelada, sem emoção, de relacionamentos sociais robotizados.

Pode se enxergar o belo nas transformações vividas pelos personagens enquanto encontram uma forma de se relacionar, porém Enyedi está apenas abusando de um tipo de cinema europeu de estranhices (como o do grego Lanthimos), ainda que tenha a clara veia romântica que tenta se sobressair por detrás de tanta estranheza sentimental. Não consegue escapar do tedioso, por mais que tente dar um pouco de calor a personagens tão monocromáticos e mecanizados.


Festival: Berlim

Mostra: Competição principal

Prêmios: Urso de Ouro – Melhor Filme

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