Roda Gigante

Wonder Wheel (2017 – EUA) 

E lá vem Woody Allen, novamente, com outro filme inofensivo, mesmo quando trata de assuntos que tenham algum grau de relevância (no caso aqui há violência doméstica sendo tratada como rotina). O mundo romântico fantasioso de Magia ao Luar, e outros de seus filmes, ganha palco no apartamento de um casal que trabalha em Coney Island nos anos 50.

Essa é a vez de Justin Timberlake ser o narrador, de maneira didática e quase infantil. Ele é o salva-vidas, metido a escritor, no centro de um triangulo amoroso que envolve madrasta e enteada. Quase todos os seus diálogos possuem referência à tragédias da literatura, numa forma de Allen telegrafar os caminhos que sua trama deve tomar.

E nesse clima de amores intensos, fantasia de um parque de diversões, e vida financeira sofrida, vive a dramática e infiel garçonete (Kate Winslet) em toda sua intensidade dramática de dona-de-casa reprimida. Allen não se cansa de repetir os comportamentos de seus personagens, deixando claro e evidente o que virá a seguir. E assim, Roda Gigante gira lentamente, sempre em torno desse universo meio agridoce e encantado que o cineasta sempre retorna.

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