120 Batimentos Por Minuto

120 Battements Par Minute (2017 – FRA) 

Robin Campillo nunca fora tão celebrado assim, vencedor do Grande Prêmio em Cannes, e com um tema tão forte e de apelo fácil, se coloca como um dos grandes realizadores do ano. O foco é o grupo ativista Act Up, na França dos anos 90, e toda a luta por prevenção e melhor acesso a novos tratamentos da Aids. Basicamente um grupo de gays, em sua maioria soropositivos, protestando contra as politicas pública do governo, enquanto enfrentam seus dramas pessoais frente a doença.

Do grande grupo de ativistas, Campillo elege alguns deles para serem destaques, e o filme se divide entre suas vidas particulares e as mesas de debates ou alguns eventos para chamar atenção da autoridades. Momentos divertidos dividem espaço com discussões políticas, questões pessoais e, claro, muito assunto médico, exames, e muito sofrimento. É o tipo de filme que de tempos em tempos aparece, precisa aparecer, para recolocar luz em temas que não podem passar desapercebidos. Campillo consegue dar cabo nos relacionamentos amorosos, dos sofrimentos pessoais e das questões políticas, a não ser nos vinte minutos finais, quando o clima fúnebre e desgastante soa apelativo. É sua maneira de tentar dar cabo de todos os aspectos,  120 BPM é um filme cheio de vida, de uma juventude que tenta deixar um legado, prevenir novas gerações, enquanto tenta esticar sua própria sobrevivência.


Festival: Cannes

Mostra: Competição Principal

Prêmio: Grande Premio do Juri

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