Sarah Plays a Werewolf

Sarah Joue un Loup Garou / Sarah Plays a Werewolf (2017 – SUI) 

O filme de estreia de Katharina Wyss tem na claustrofobia o combustível para narrar a história de uma jovem de dezessete anos. Com grande dificuldade de se relacionar socialmente, Sarah (Loane Balthasar) se entrega ao teatro da escola, e o que deveria ajudar na socialização, a torna ainda mais obsessiva e compulsiva. A tragédia das peças (Julieta de Shakespeare  principalmente) reflete em seus próprios comportamentos, tornando-a ainda mais introspectiva e dissimulada.

O roteiro também dialoga bastante com temas que o cinema tem discutido escancaradamente, abuso e a posição da mulher. A familia, a ópera, a ausência do irmão mais velho, tudo colabora nesse universo sufocante a qual Sarah mergulha e nem sabemos se tudo é verdade ou mera imaginação. Wyss sintetiza numa quase bipolaridade toda a problematização de uma idade em que se cobra responsabilidades, em que a fase adulta bate à porta, e lidar com a nova realidade corre o risco de se tornar perturbador.


Festival: Veneza 2017

Mostra: Semana da Crítica

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