Azougue Nazaré

Azougue Nazareth (2018- BRA) 

Não foi só premiado como melhor filme numa das mostra paralelas do Festival de Rotterdã (Bright Future), como parte da critica o colocou como um dos melhores filmes do festival holandês. É a região de plantações de cana de açúcar de Nazaré da Mata eclipsada ao mundo, com sua cultura local e rotina.

O estreante na direção Tiago Melo, cujas características de sua narrativa cinematográfica o colocam entre os filmes de Kleber Mendonça Filho e os de Gabriel Mascaro, vem a confirmar a prolífica cena do cinema pernambucano atual. Numa espécie de filme-mosaico, pequenas histórias individuais desse coletivo que vive no microcosmos de influências e, porque não, sobrevivência. Algo que representa a brasilidade (raça, matrimônio, cultura geral) e o regionalismo, tudo envolto sob crítica social.

Maracatu vs Evangélicos, um filme de embate entre cultos e cores, entre o popularesco e a crença absoluta. Uns que vivem pelo que acredita e os diverte (a cantoria provocativa na mesa de bar, as fantasias do maracatu), outros pela ingenuidade da religiosidade como única salvação. Nesse embate, o pastor que se converteu após ser Mestre do Maracatu é figura primordial. Azougue Nazaré poderia até dar mais espaço para seus personagens, mas vibra no que se propõe.


Festival: Rotterdã 2018

Mostra: Bright Future

Prêmio: Melhor Filme

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