Holiday

Holiday (2018 – DIN) 

A estreia na direção de Isabella Eklöf, lembra um pouco o cinema de Lars Von Trier, ou o que há de mais fraco em Happy End de Michael Haneke. A frieza com que enxerga seus personagens, o distanciamento com que narra a história da jovem problemática que desfruta das férias com seu namorado, mais velho e mafioso, enquanto se aproxima de outras pessoas que possam dialogar melhor com ela.

Há alguns momentos de diferentes cenas de violência e abuso contra a mulher, Eklöf as filma da mesma forma, de maneira fria, quase cínica e provocativa, mas parece interessada em aproveitar desses momentos para a construção das fragilidades de sua personagem, e nunca um debate sobre os temas. As férias de verão de quem entrega seu corpo e sua passividade, e, de resto, vive de liberdades limitadas e humilhações machistas.


Festival: Sundance 2018

Mostra: World Cinema Dramatic

Anúncios

Tempo Comum

Tempo Comum / Ordinary Time (2018 – POR) 

Um bebê recém-nascido requer tantos cuidados e atenção integral dos pais que eles não conseguem falar de outro assunto que não seja o parto, as roupinhas, as noites de dormir, o processo de amamentação. Um fascínio autêntico e absolutamente dominante. A diretora Susana Nobre traz a rotina de um desses casos ao cinema, com narrativa singela onde prevalece a calmaria, um casal em Lisboa se desdobra nos cuidados com o bebê. Enquanto isso, a visita de amigos, o convívio com os avós, e as mudanças da rotina do próprio casal com a “novidade”.

O título é perfeito para resumir o filme de Nobre, sem reviravoltas, sem cenas de impacto, são simples diálogos, trocas de experiência, e o mundo que orbita em torno dessa criança. Uma fase de vida comum, de rotinas mais rígidas, de passar todo o tempo em casa, e dentro da repetição de fraldas e atividades, e os eternos problemas conjugais, ainda assim feliz.


Festival: Rotterdã 2018

Mostra: Bright Future