Djon África

Djon África (2018 – POR) 

O caminho reverso em busca de suas raízes, é essa a escolha de Miguel Moreira, vulgo Djon África. A procura por seu pai é também a procura pela autodescoberta. Nascido em Portugal, porém filhos de imigrantes cabo-verdianos, Miguel não tem sua documentação legalizada, coisas que só as burocracias internacionais podem explicar, afinal, de onde é Miguel?

A dupla Filipa Reis e João Miller Guerra estreia na direção de longa-metragens, e ao utilizar do formato do docudrama, permite o mergulho mais autêntico da paisagem e dos personagens (não-atores) que cruzam à frente de Miguel por esse road movie. As informações do pai são poucas, apenas o que se lembra dos relatos da avó, mas se encontrar o pai é o mote, o importante é mesmo o caminho e nisso o filme estabelece sua maior fortaleza. A figura do novo a cada local descoberto se contrapõe com a saudade “de casa”, da namorada, e esse conflito flui por entre as ruas pobres e os vilarejos com pessoas simples e gentis.

Tão português quanto cabo-verdiano, e ainda assim sem identidade, a procura de um porto seguro que o possa se estabelecer entre duas culturas que dialogam ao mesmo tempo em que são diametralmente opostas em tantos quesitos.


Festival: Rotterdã 2018

Mostra: Hivos Tiger Competition

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Um comentário sobre “Djon África

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