Zama

Zama (2017 – ARG) 

Tão esperado e tão discutido, afinal, o novo filme de Lucrecia Martel acabou não sendo selecionado para a competição dos grandes festivais, apenas integrando as exibições especiais. E é um filme sobre o colonialismo europeia na América do Sul, e também um filme de sobrevivência.

O Zama do título é um oficial da coroa espanhola, que espera uma carta do rei com sua transfência à Europa. Os anos passam, a carta nunca vem, mas ele sempre se coloca submisso a qualquer governador da região, em busca de agradar e finalmente obter seu objetivo. No segundo ato, cansado da espera, ele parte em busca de um perigoso bandido pela selva da região (divisa com o Brasil).

É um filme mais claro em seus dilemas, ainda que também pessimista de Lucrécia. Filmar a América Colonial tem seu mostrado uma tarefa ingrata, o público não corresponde, o tema normalmente trafega pelo monótono. Por outro lado, há muito do cinema sensorial da argentina, onde sexo e racismo estão entre os panos de fundo, mas é a desesperança o combustível que carrega Zama por sua rotina diária burocrática e simplista. Lucrécia filma nossos primórdios, mais límpido que o Joaquim de Marcelo Gomes, porém mais reflexivo que a última leva de filmes que jogaram luz sobre essa época.


Festival: Veneza 2017

Mostra: Fora da Competição

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