Drvo: A Árvore

Drvo: A Árvore / The Tree (2018 – POR) 

De uma fotografia de árvore que marca o encontro de dois rios, em Saravejo, o estreante diretor português, André Gil Mata, teve a inspiração para seu filme. A visão de um estrangeiro de um país e sua herança de guerras. Uma cidade dilacerada, um país em ruínas. Filmando bem ao estilo de Bela Tarr, o lusitano tece sua poesia em forma de imagens poderosas. Um velho, um menino, um rio, seis galões vazios e a cidade escura, ao esmo, retalhos da sobrevivência numa alusão aos resquícios da Segunda Guerra Mundial e da Guerra da Bósnia.

Não devemos ter mais que uma dúzia de longos planos, a arte do slow movie como forma de imersão pelo caótico do ambiente. Gil Mata filma o menor dos movimentos, a penumbra por meio de sequencias hipnotizantes de um tipo de cinema raro e difícil, mas de um virtuosismo ímpar.


Festival: Berlim 2018

Mostra: Panorama

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2 comentários sobre “Drvo: A Árvore

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