Happy End

Happy End (2017 – AUS) 

O novo retrato de Michael Haneke da sociedade europeia, através de uma família disfuncional burguesa, não apresenta nenhum avanço em sua filmografia. O título (um sacarmo sintomático para quem conhece sua obra) carrega a ironia básica que sempre ousou pela ousadia com que provoca o estômago do público. Dessa vez, cai no cansaço de uma fórmula de personagens problemáticos e provocações mordazes.

No centro uma garota que precisa passar um tempo com o pai, encontra uma famila que só permanece pelas aparenças. Haneke tenta se adaptar às novas tecnologias, há presença forte das redes sociais, tela na vertical para imitar um celular, e outras artimanhas. Mas, o problema do filme está mesmo nessas relações ácidas e no sabor, pretensamente amargo, com que Haneke tenta enxergar toda a sociedade europeia capitalista. Beirando quase a ingenuidade, Haneke está anos luz além de toda sua filmografia.


Festival: Cannes

Mostra: Competição Principal

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