Chris the Swiss | Fuga

Chris the Swiss (Chris the Swiss, 2018 – SUI) 

Fuga (Fuga “Fugue”, 2018 – POL) 

Destacando dois filmes da mais recente safra da Semana da Crítica do recém-encerrado Festival de Cannes. Porém, além de participarem da mesma mostra paralela, e serem dirigidos por mulheres, pouco há de semelhança entre ambos o filme, talvez possamos destacar o desaparecimento como mote nos dois trabalhos, mas cujos diretores seguem caminhos totalmente opostos.

Da Suiça, Anja Kofmel realiza uma espécie de docudrama com toques de animação, sobre o desaparecimento do primo jornalista na Guerra dos Balcãs. Tentando entender, ou reinterpretar, o filme parte nesse misto de memórias, reconstituições de versos dos fatos e depoimentos dos que conheceram esse correspondente de guerra que resolveu abrir mão de seu trabalho e entrar na guerra.

A polonesa Agnieska Smoczynska ficou conhecida no Brasil por A Atração, uma espécie de comédia de terror e fantasia, com sereias-vampiras. Dessa vez, seu filme é menos fantasioso, ainda que tenha algo de inexplicável. Uma mulher desaparece após um acidente de carro e volta após dois anos com amnésia (se lembra de tudo, menos das pessoas). Retorna uma mulher diferente, que conflita com marido e filho pequeno, tem atitudes que não se enquadram nas convenções sociais e fragilidades e fortalezas que se colocam como difícil aceitação. O tema central parece ser resgate dos sentimentos e da representatividade de pessoas que eram vitais em sua vida, e agora você sequer lembra quem são.

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