Hannah

Hannah (2017 – ITA) 

O cinema dos silêncios é uma arte dificílima. Afinal, numa era que tudo está tão acessível ao alcance da mãos, via smartphone, incluindo vídeos em tantas redes sociais, realizar um filme em que os silêncios são a figura dominante da estrutura narrativa, e conseguir assim deixar seu público intrigado, é algo raro. A sempre sensacional Charlotte Rampling foi escolhida melhor atriz em Veneza, não era por menos, o filme do italiano Andrea Pallaoro não se afasta um segundo de sua protagonista silenciosa.

Os planos fechados intensificam a rotina dessa mulher que sofre com o marido preso e com o distanciamento do filho. As informações são escassas, um quebra-cabeças pouco claro para o público, e bem curioso como a protagonista cria uma realidade paralela, quase uma negação dos fatos. Unir a familia parece impossível, mas ela segue ali, impassível ou apenas incapaz de enxergar a realidade bem diante dos seus olhos. Não é um filme arrebatador, mas é dentro do meticuloso que permite a compreensão dessa protagonista que não sabe, ou não quer acreditar no que possa ter ocorrido para destruir aquela familia.


Festival: Veneza 2017

Mostra: Competição

Prêmios: Melhor Atriz

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