O Animal Cordial

O Animal Cordial (2017) 

Sem medo de polêmica, chega aos cinemas a estréia na direção de Gabriela Amaral Almeida. Entre a critica social e o banho de sangue, a cineasta transforma o assalto a um restaurante, num habitar claustrofóbico de sobrevivência animalesca. Seguindo numa linha de cinema que Juliana Rojas e Marco Dutra tem se destacado, a diretora vai além, ao ser ousada e provocativa (herança de sua filmografia slasher), ainda que o roteiro possa seguir com caminhos questionáveis.

A força do poder, o instinto primitivo de sobrevivência e de dominação, a loucura ditatorial ao assumir tal posição. Está tudo ali, permeando esse ambiente perturbador de um assalto mal-sucedido. O filme traz a disputa de classes, o preconceito de gênero, o poder do sexo, e o sadismo oferecido pelo poder a níveis estratosféricos. A razão é quase posta de lado pela explosão de sentimentos, quando o pequeno empresário (Murilo Benício) se sente dono de si. Não deixa de ser uma alegoria, tratada em tons de tintas pesadas e escuras, em cenas violentas e quase anárquicas, e que talvez pequem pela necessidade de chocar ou pela total escolha pela irracionalidade que a dualidade do título não é representada.

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