Dogman

Dogman (2017 – ITA) 

Por mais que se trate de uma história verídica, de um crime, que chocou a sociedade italiana, convém saber o mínimo possível antes de ver o novo filme do cineasta Matteo Garrone. Ele que já filmou a máfia em Gomorra, e criticou a exposição exagerada em Reality (só para ficar em alguns exemplos), vem com a história do pacato funcionário (Marcello Fonte) de um petshop, no subúrbio de Roma. Que joga futebol e tenta sobreviver de vida simples entre as mazelas da vizinhança.

Um ex-boxeador, viciado em drogas, perturba o bairro com sua agressividade e necessidade por alimentar seu vício. É Garrone, novamente, explorando a violência, só que, dessa vez, ela vem de onde menos se espera. Pode-se até compreender os caminhos que levaram ao crime, ainda assim é a forma como Garrone explora os tipos de violência que forma em seu cinema uma particularidade autoral.

Como cinema, a fotografia suja e a interpretação (premiada em Cannes) de Marcello Fonte fazem o contraponto mais positivo, quando o roteiro prefere demorar até o momento fatídico, buscando elementos no cotiadiano e nos relacionamentos da vizinhança para intensificar e justificar atos e personagens. Garrone ainda parece um cineasta com muito apetite, mas que ainda não acertou seu estilo, vide o fracasso de seu último trabalho (O Conto dos Contos), mas que prova ainda ser privilegiado nos festivais como um dos principais nomes do cinema italiano da atualidade.


Festival: Cannes 2017

Mostra: Competição

Prêmio: Melhor ator

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