Cléo & Paul | Limonada | A Costureira dos Sonhos | A Última Criança | Extinção

Cléo & Paul (Allons Enfants / Cléo & Paul, 2018 – FRA) 

São dois irmãos entre 3-4 anos, brincando no parque, até que um deles se perde. O diretor Stéphane Demoustier pretendia uma aventura poética, uma criança descobrindo-se sozinha e vagando pelo mundo, e outra com o peso da separação e de estar com um adulto nesse momento dramático.

O filme vaga, assim como as crianças, entre bons momentos, e outros nem tanto, obviamente alavancado pela graça das crianças e pelas infinitas possibilidades que crianças sozinhas podem trazer em empatia, carinho e amizade, mesmo que com qualquer desconhecido. A narrativa bem tenta flutuar como a alma pueril das crianças, fica nas boas intenções e na leveza com que personagens se relacionam.


Limonada (Lemonade, 2018 – ROM) 

É a velha história de abusar de quem mais precisa, quando temos imigrantes é ainda mais fácil. Uma enfermeira romena tentando visto permancente para trazer seu filho para viver com ela nos EUA. As coisas saem errado e para tentar consertar, ela é explorada de todas as formas que se possa imaginar. Sob direção de Ioana Uricaru, é outro daqueles filmes que apontam o fragelo humano, a completa falta de orgulho e aceitar humilhamos para chegar em seu objetivo. Outra prova de que a humanidade peca de forma quase incorrigível, mas que como cinema poderia ter algo além de um retrato da falência das políticas de imigração.


A Costureira dos Sonhos (Sir, 2018 – IND) 

Relacionamentos entre classes sociais diferentes, tantos filmes que tratam desse tema, e ainda assim inesgotável. A diretora Rohena Gera traz a história de uma jovem víuva que trabalha em Mumbai para um homem solteiro, de familia rica. Ele vive nuam zona de conforto, ela uma lutadora por seus sonhos e por ajudar sua familia. A trama traz um romance inesperado, obviamente não aceito pela familia dele, e todo o peso dos olhares de não aceitação da sociedade (o “Sir” do título original faz referência a como a empregada chama seu patrão). Na fase final, Gera não consegue escapar das armadilhas que seu filme criou, uma pena porque havia antes algo de genuíno na forma como personagens se relacionavam.


A Última Criança (Last Child, 2018 – COR) 

Não passa de um melodrama simples, dirigido pelo sul-coreano Shin Dong-seok, a cerca da história de um casal que sofre com o luto, pela morte do filho afogado, ao tentar salvar um amigo. E o garoto sobrevivente se aproxima daquela familia após o pai vê-lo sofrendo bullying. É sim sobre preencher um espaço vazio, principalmente sobre carência, mas também sobre recomeços. Dong-seok não parece interessado em nada além de contar uma história


Extinção (Extinção / Extinction, 2018 – POR) 

Mistura de ficção e não-ficção na fronteira da Moldavia e Romenia. Narrativa experimental da diretora portuguesa Salomé Lamas traz soldados russos, KGB, frio e fogueiras. Muitos diálogos, ora com tela escura, ora com planos fechados, sobre Patriotismo, vigilância, os conflitos com Ucrania e Chechenia e outros locais na região. Por fim, um filme para  todos os Estados ainda não reconhecidos.

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