Belmonte

Belmonte (2018 – URU) 

O cineasta Federico Veiroj vem fincando uma filmografia interessante nos últimos anos. São filmes de personagens masculinos problemático, em torno dos quarenta anos, vivendo crises, e cuja narrativa foge das respostas fáceis e clássicas. O Apóstata trazia um adulto ainda dependente dos pais, bem mais interessante era A Vida útil com o calvário de um funcionário da cinemateca demitido, e que, coincidentemente, também vivia com sua família.

Belmonte é bem mais independente que esses dois, ainda que sua família seja parte crucial de sua vida. Pintor separado, só encontra refúgio quando está com sua filha. De resto, ele está sempre arisco, comprando pequenas brigas e pouco preocupado com convenções sociais. O filme de Veiroj é sobre essa sensação de não-pertencimento, a complexidade de suas frustrações enquanto se relaciona com clientes, com os problemas familiares, e frequenta ópera. Realmente um cinema de perguntar, jamais de respostas, do amadurecimento que repele as pessoas, de comportamentos que beiram o egoísmo ou apenas confirmação de que tudo aquilo não o satisfaz.


Festival: Toronto 2018

Mostra: Gala Presentations

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Um comentário sobre “Belmonte

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