Diamantino

Diamantino (POR/BRA) 

O maior craque de futebol da atualidade é português, no filme de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, seu nome é Diamantino (referência explícita a Cristiano Ronaldo). Após uma carreira de curtas, a dupla lança o primeiro longa com base na critica a ingenuidade. E haja inocência na figura central de Diamantino, num grau de tolice e alienação inimagináveis. Obviamente que tudo é exagerado para provocar, como as irmãs que desfazem e usam o craque, ou a ignorância a ponto de desconhecer o conceito de refugiado.

Não deixa de ser uma grande salada, afinal o filme vai desde a narrativa melodramática (o craque que perde sua habilidade no instante em que o pai morre), a fantasia explícita (os cachorrinhos que vagam na cabeça do jogador tão inocente), e a tentativa, transloucada, de fazer criticas políticas (Brexit, sonegação de impostos, complô político para mudar os rumos do país, clonagem).

Fica até difícil digerir tanta exposição de ideias e conceitos, perdendo talvez o que pudesse ser mais curioso, essa visão da alienação de milionários tão independentes das consequências geopolíticas, socioeconômicas, seu talento lhe renderia a fortuna, não importa que grupo estivera no poder.


Festival: Cannes 2018

Mostra: Semana da Crítica

Prêmio: Melhor Filme

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Um comentário sobre “Diamantino

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