Satantango

Publicado: maio 1, 2020 em Cinema
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Sátántangó (1994 – HUN)

Pessoas entusiasmadas com o dinheiro que irão receber após o insucesso da fazenda coletiva em que buscavam sua subsistência, até que um homem, tido como morto, reaparece e traz outra perspectiva à comunidade. Estamos nos derradeiros dias do Socialismo na Hungria, em seu Tango de Satã (tradução literal do título). Béla Tarr divide a história em doze capítulos, sempre em seu tom de realismo pessimista e desolação por um grupo de personagens que se mistura com a melancolia, chuva e pobreza que o barro remete. Sempre me encanto com o rigor estético e o tempo de seus planos-sequencias, mas aqui há um filme de dilemas morais mais contundentes, que se intercalam entre sonhos/pesadelos e a herança socialista de ser sempre regidos/traídos por líderes. A infidelidade conjugal, os planos de se aproveitar dos outros (governo, adultos e crianças), a falta de empatia, a solidão, tudo isso camuflado pelos encontros etílicos e musicados no bar, quase um oásis nesse mar barrento da desesperança.

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