Mosquito

Publicado: outubro 22, 2020 em Cinema, Mostra SP
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Mosquito (POR – 2020)

A cena inicial já deixa bem claras as intenções do filme, os soldados portugueses chegam num barco, a Moçambique, e para não se molharem são levados de “cavalinho” por negros. Vivemos a 1ª GM, os soldados chegam para combater os alemães, viverem o horror da guerra, mas não podem molhar os pés.

Através da história do jovem português se alistou esperando lutar na França e foi parar na África, e acaba se perdendo de seu pelotão, seguimos essa via-crucis onde o combate de guerra, que, vejam só, é até um drama menor comparado ao colonialismo. Por essa trajetória de sobrevivência de Zacarias nos deparamos com a dicotomia de enfrentamento portugueses x alemães, portugueses x moçambiquenhos, e toda a crueldade que o poder lhe permite exercer, enquanto João Nuno Pinto oferece cenas lindas, diurnas ou noturnas, bebedeiras, sexo, confrontos. Há também espectros de cinema sensorial, porém o mais rico é a dualidade do personagem que vai de monstro a herói em poucos segundos, inúmeras vezes, e como fica rica essa visão crítica do colonizador que acha sempre ter sido “bom” para aquele povo.

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