Verão de 85

Publicado: novembro 12, 2020 em Cinema
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Été 85 (2020 – FRA)

François Ozon não cansa de mencionar em entrevistas que encantou pelo livro, quando o leu em 1985, que tinha a mesma idade do protagonista naquela época, e escreveu um roteiro há trinta anos, e gostaria que tivera sido seu primeiro filme. Realmente o filme consegue ser puro cinema de Ozon, thriller, romance e sexo, momentos de leveza, e outros uma atmosfera que flerta, mas nunca chega nem perto, com o horror. Ao mesmo tempo, essa condensação de seu cinema, ainda passa longe dos momentos mais gloriosos de sua filmografia.

Há um romance prazeroso, os dois jovens, velejar, aventuras, a praia na Normandia, a trilha pop (Cure, Rod Stewart, etc), a mãe destrambelhada, é fácil cair nas garras do filme. Por outro lado, desde o primeiro momento, já sabemos que um deles está morto, e que o outro deve explicações na justiça. O thriller e o romance se encontram, Ozon realiza um filme tão solar, que mesmo os picos dramáticos, as questões mórbidas, os arrombos de mágoas, se entrecruzam para desaguar muito mais no simpático e bonitinho, do que no desconcertante e emocionante.

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