Crônica da Inocência

Publicado: janeiro 11, 2022 em Cinema
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Comédie de l’innocence (2000 – FRA)

Do elegante da maneira de filmar de Raoul Ruiz ao intrigante da história do garoto que de repente diz não ser filho daquela mãe. Ruiz filma Isabelle Huppert como a mãe, de classe média alta e vida pomposa, que permite que o filho desenvolva esse jogo, estranheza, mistério, chamem como quiserem, e entra na dança qundo a criança dá um endereço de um bairro que eles nunca passaram perto e naquela casa age como se reconhece tudo muito bem.

A trama tem seu desenrolar, até cria explicações, porém o interessante do filme de Ruiz não está nesses aspectos, esse jogo de dualidade de mães, seus drama, a enfim, o estudo de cada um dos adultos dessa história é que formam a real crônica da inocência. Curioso que tudo se desenrola durante uma viagem a negócios do pai, e o filme se constitui como um jogo psicológico em que Ruiz nunca sai da velocidade observaciconal que seus travellings criam pacientemente. Mais do que diálogos que desvendem qualquer mistério está essa cumplicidade automática entre as mães, que aliado ao instigante mistério do públido sobre o que se passa, vai construindo um filme inovador em sua proposta dentro de um cinema tradicional dentro da filmografia do cineasta.

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