Madres Paralelas

Publicado: fevereiro 3, 2022 em Cinema
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Madres Paralelas (2021 – ESP)


Com Dor e Glória e Madres Paralelas o cineasta espanhol parece viver uma das melhores fases de sua carreira. Depois de falar de si, Pedro Almodovar volta às personagens femininas, ao melodrama, às coincidências, ao universo que mais marcou sua filmografia. E também deixa um dos recados mais políticos de sua carreira. O filme abre e fecha com feridas não curadas da ditadura de Franco, um recado forte e direto, ainda mais pensando que seu cinema tem um poder amplo de se comunicar, de se expor. E pelo miolo, o Almodovar puro que conhecemos. Sua narrativa emocional, cheia de tragédias, desencontros, alegrias e decepções. E, acima de tudo, amor, de mães e filhas, em suas mais diversas escalas e mutações. O roteiro cria um caso tão complexo e cheio de nós, que nosso prazer é em assistir esse grupo de personagens desenrolarem esses nós entre segredos, ambuiguidades e revelações. Tudo e todos tem seus argumentos, suas escolhas, e como tudo isso afeta aos demais. Almodóvar é mestre em nossos manipular por entre tramas assim, e aqui ele, realmente, vive um dos seus pontos altos (ainda mais ao som de Summertime) entre personagens de escolhas de doce egoísmo.

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