Bárbara

Publicado: fevereiro 22, 2022 em Cinema
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Barbara (2012- ALE)

Foi meu primeiro contato com o cinema de Christian Petzold (o primeiro texto sobre o filme está por ai no blog), e ao revisitá-lo agora a sensação de novidade é substituída por um grau de familiaridade com o estilo, os temas, com esse universo petzoldiano de cinema. Vários os personagens, as épocas, mantem-se as estruturas, as surpresas dos finais, as questões sentimentais, políticas, e tantas de suas obsessões.

A direção elegante de Petzold esconde, propositadamente, muitas informações para que o público possa preencher as lacunas sobre a história da médica arredia (Nina Hoss) que está contrariada com seu novo posto de trabalho, numa espécie de castigo por ter tentado migrar para o lado ocidental da Alemanha. Nesse pequeno retrato da vida nos anos oitenta da Alemanha Oriental tem-se a sensação de estar sob vigilância o tempo todo, o governo não lhe deixa respirar, as liberdades limitadas.  

Um médico se aproxima, ela ainda tem planos de escapar com seu marido, pacientes que criam diferentes vínculos. O roteiro realmente é um fiapo, o que sobra é elegancia no trato, e essa imersão que vai ficando maior quanto mais se adentra nos personagens e em suas complexidades numa trama que pretende falar de política velada, e deixar para que os sentimentos decidam o caminho da protagonista.

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