Doctor Who – The Day of the Doctor

The-Eleven-Doctors-doctor-who-18277364-1280-800.jpgAté pouco tempo Doctor Who era só o nome de uma série britânica, na minha cabeça, nem sabia do que se tratava. Em fevereiro, estava em Paris, e dei de cara com uma loja de HQ’s, miniaturas de personagens de cinema, e outros artigos para fãs. Acabei comprando, entre outras coisas, um objeto de cozinha em formato de uma cabine de polícia azul. Depois fui descobrir, através da namorada (fã de Doctor Who e cultura pop britânica) que se tratava da Tardis.

doctorwhosblinkPassados alguns meses, zapeando, encontrei um episódio, prestes a começar na TV Cultura. Hora de matar a curiosidade. E dei sorte porque era um episódio diferente (Blink, de 2007), o Doctor Who (David Tennant, recentemente protagonista da série policial Broadchurch) servindo apenas de escada para a verdadeira protagonista (em aparição especial), que era Carey Mulligan, antes da fama. Narrativa de atmosfera pesada de terror, estátuas de pedra aterrorizando um casarão abandonado. Ficou uma ótima impressão.

A curiosidade me levou a outros episódios, primeiramente no ritmo fora de ordem da TV Cultura. Fui descobrir que a série começou nos anos 60, e após muitos anos no ar foi interrompida, pela BBC, por um período entre 1986 e 2005. Encontrara uma maneira de irem trocando o ator protagonista do Doutor (chamam de regeneração) e assim manter a longevidade. Ao longo dos anos se tornou febre na terra da Rainha.

Além de alguns episódios isolados dessa nova fase (que já está na 7ª temporada), acompanhei a última temporada inteira (já com o jovial e estilo nerd, Matt Smith, como o Doutor).  Continuo com a impressão de um seriado com pegada infanto-juvenil, meio feito nas coxas, mas com tantos elementos fortes de ficção científica, que criam essa paixão pelo universo de Doctor Who (algo como Star Trek encontra O Mundo de Beackman). Quase sempre Daleks e Cybermen são os vilões, há sempre as acompanhantes jovens, eterno contraponto do protagonista alienígena de dois corações, além do clima de humor atrapalhado. A cada mudança de ator, os produtores trazem novos ares, nessa última fase além de Tennat e Smith, Cristopher Eccleston protagonizou esse viajante do tempo.

Doctor Who - Series 7BO especial, dirigido por Nick Hurran, comemorando 50 anos, The Day of the Doctor, faz algumas conexões diretas com o último episódio da 7ª temporada, mas está bem mais ligado ao hiato fora do ar. Transformam os 11 doutores em 12, John Hurt é o elo de ligação entre os dois períodos, e o episódio estendido os conecta com o fim da Guerra do Tempo e o maior segredo do Doutor. Com muito humor e a oportunidade de rever, e unir, timidamente, vários dos antigos atores, esse episódio especial levará fãs ao delírio. Todo o clima da série está elevado à enésia potência (Tardis, a chave de fenda sônica, as viagens no tempo, as acompanhantes e toda a bagagem de histórias entre mundos e vilões), com doses dramáticas, e a carga de humor ainda mais presente (nas comparações entre os doutores, principalmente). Seus defeitos também estão escancarados, o maior deles é a impossibilidade de explicar tudo, simplesmente algumas passagens não farão sentido, e o melhor a fazer é aceitar.

Está aberta a porta para Peter Capaldi encarnar o novo Doutor, vem ai o especial de Natal onde deve ocorrer a nova regeneração, e da forma com que o passado foi alterado, por esse episódio, um mar ainda maior de possibilidades é vislumbrado pelos fãs. A série se recicla e garante mais alguns anos no ar.

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