Posts com Tag ‘007’

007contraspectreSpectre (2015 – RU) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O sucesso de Skyfall garantiu outro contrato a Sam Mendes para dirigir um novo capítulo da franquia de James Bond. Os rumores sobre quem será o próximo James Bond tomaram o mundo, como se este fosse o último com Daniel Craig (será mesmo?), tais rumores ajudaram a manter a franquia na mídia, a criar mais expectativa para o novo filme. A expectativa era alta, afinal, há muitos que nunca se apaixonaram tanto pelo agente secreto mais famoso do cinema, até que a nova era (com Craig) trouxesse uma nova roupagem, e talvez o melhor filme da franquia (exatamente Skyfall).

A cena inicial, num falso plano-sequencia longo, culminando com uma grande explosão já fica bem longe das expectativas sob as tão famosas sequencias de abertura. A apresentação musical é frouxa, e repete algumas ideias já usadas tantas vezes em filmes anteriores. Mas, James Bond é assim, tem que manter seu charme, e os filmes só começam mesmo após esses protocolos.

E o que Sam Mendes preparou foi um Bond emotivo e porradeiro. Coadjuvantes que quase nada acrescentam. Bond Girls entre as mais famosas, e lindas (Monica Bellucci e Lea Seydoux) do cinema, mas que também pouco acrescentam. Mendes prefere as lutas em helicópteros, em tentar reciclar piadas que faltam punch, e resgata um clima anos senteta/oitenta da franquia que não condizem exatamente com a nova roupagem.

E o grande trunfo dessa nova fase, que sempre foi o investimento em grandess vilões? Mesmo seguindo a linha, escalando atores conhecidos, pelo recente destaque (Andrew Scott) ou por seu talento (Christoph Waltz), não lhes sobra tanto espaço, além de meras caricaturas, porque o roteiro quer homenagear os filmes mais recentes, e assim potencializar um lado sentimental de Bond. É muito pouco para o retorno do mais temido vilão da franquia. A volta à tona de Spectre merecia outro direcionamento.

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Por fim, link para um ranking com os 24 filmes da franquia 007

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pixar-logo• The Pixar Theory: alguém lançado uma tese de que todos os personagens dos filmes da Pixar estão conectados e fazem parte de uma grande história [Jon Negroni]

• Cinemateca Brasileira: estou com o Inácio Araujo, será que vamos ter que ir as ruas para acabar com a paralisia absurda da Cinemateca? [Blog do Inácio Araujo]

• James Bond: após o sucesso de Skyfall, era de se esperar que fosse confirmado Sam Mendes como diretor do Bond 24, o próximo filme do 007 [AdoroCinema]

• Oldboy: finalmente sai do trailer da refilmagem da obra-prima coreana [Youtube]

• Selton Mello e Wagner Moura: no elenco do próximo filme de Stephen Daldry [AdoroCinema]

• Sam Rockwell: em entrevista sobre seu novo filme [Slant Magazine]

• Johnny Deep: e todas as suas interpretações excêntricas [AdoroCinema]

• Os Imperdoáveis: trailer do remake japonês com Ken Watanabe [Collider]

sokurovnoccbb• CCBB está exibindo o que pode ser a grande mostra de cinema do ano. Grande parte do trabalho do russo Aleksandr Sokurov está sendo exibido nas unidades do Centro Cultural Banco do Brasil. Um dos mais instigantes cineastas da atualidade. [CCBB]

• A cidade de Detroit vai entregar uma estátua do Robocop, não é demais? [AV Club]

• Divulgada informações sobre o novo filme de Apichatpong Weerasethakul [Ipsilon

• Christopher Nolan dirigindo o próximo 007? [IndieWire]

• E para encerrar, o The Guardian fez um resumo da carreira de Carey Mulligan, por fotos [The Guardian]

quantumofsolaceQuantum of Solace (2008 – ING/EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O diretor Marc Foster retoma do exato ponto em que Cassino Royale terminou. Depois do reinício da franquia com Daniel Craig e muito mais virilidade, sabe-se lá quem teve a ideia de um roteiro tão melodramático e carregado pela vingança cega, nosso agente secreto sofrendo da dor de amor.

Se a proposta é tornar o agente secreto mais humano, talvez não fosse esse o caminho correto. Sua pegada dramática desequilibra o tom de filme de ação, as investidas conta miliares bolivianos e toda a trama maluca de milionárias jogadas escusas de estrangeiros sem escrupulos (sabemos que no mundo real, esses absurdos até acontecem). Mathieu Amalric surge como o francês mais mau vestido da história, e aquele bando de vilões caricatos não faz frente às vinganças pessoais que a dupla de heróis (Olga Kurylenko e Craig) perpetua.

Casino Royale (2006 – ING/EUA)

Skyfall me levou a voltar atrás e conhecer essa nova fase do 007, mais truculento e menos charmoso. Tantos elogios porque o agente secreto de Daniel Craig apanha, soa, sofre, o que não ocorria com Pierce Brosnan. Isso já levanta outro ponto, como todos os personagens clássicos estão se transformando em brutamontes especialistas em artes-marciais. Se bem que, não é exatamente o caso, há uma roupagem diferente, um estilo, mas ainda há charme, e os absurdos beirando o insuportável, é claro.

Martin Campbell não demonstra capacidade de manter o filme sob seu controle, a força do personagem sobressai, a presença de Craig também marca o acerto no novo escolhido. O enlace romântico com direito a musiquinha melosa e tudo mais faz a história despencar, enquanto disputas de pôquer novamente provam que tem tudo a ver com cinema. A grande sacada é mesmo o reboot, tentar explicar o início do agente, desprezar o passado (que aliás já tem 50 anos), como se o agente secreto acabasse de nascer para uma nova plateia.

Skyfall (2012 – ING/EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Cinquenta anos de James Bond. Incrível como a franquia está mais rejuvenescida do que nunca. Desde que Daniel Craig assumiu o personagem, com seu estilo mais rústico e ofensivo, frente ao charme de Pierce Brosnan, os filmes do agente secreto britânico restauraram o patamar de representativa frente ao público. Dessa vez é Sam Mendes quem assume a direção, e ele não traz apenas sequencias de ação competentes e alucinantes. É claro, sem esquecer dos famosos absurdos da verossimilhança. Entra em cena temas como ressurreição, nacionalismo e o eterno “cumprir o dever”.

Porém, acima de tudo isso, há uma interessante discussão entre novo x velho, experiência x moderno. E o manto protetor dessa rivalidades oferecem a Sam Mendes possibilidades de explorar trama e personagens além do comum, As Bond Girls ficam meio de lado, frente a tantos socos e pontapés. O vilão de Javier Bardem engole todos quando está em cena, sua presença é marcante, quase visceral. E a discussão sucitada, entre novidade e o consagrado, vai parar nos personagens, e numa oxigenação que deverá refletir nos novos filmes.