Posts com Tag ‘Abigail Breslin’

albumdefamiliaAugust: Osage County (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Até tento não comparar, tratar apenas como mais um filme, mais uma história, mas quando surgem os comentários sobre a “veracidade” do drama familiar, como as famílias são tão cheias de problemas, mágoas e segredos. Como um filme onde a única pessoa “decente” é a índia que trabalha como doméstica, fico me questionando se é só a minha família que tem uma relação mais light, com seus problemas, mas muito longe desse mundo perverso onde ninguém presta.

O filme dirigido por John Wells, adaptação de uma peça de teatro escrita por Tracy Letts, segue esse caminho das imperfeições. O patriarca (Sam Shepard) desapareceu, as três filhas voltam com seus maridos, filhos, e problemas a conviver com a mãe (Meryl Streep com a mesma peruca de Cate Blanchett interpretava Bob Dylan) que sofre de câncer na boca. A reunião familiar é estopim, Wells filma guerras verbais em cada cômodo, basta transpassar outra porta para dar de cara com outro quebra pau.

Nesse mar de discussões e humilhações surgem alguns momentos engraçados, aquele humor provocativo costumeiro, mas a proposta é mesmo de jogar para baixo qualquer ser vivo que aparece por aquela casa. Não questiono nenhum dos dramas, mas o conjunto parece tão diabolicamente perpetuado para o propósito de desestruturar a instituição falida (família) que fica difícil dar crédito ao peso de interpretações tão carregadas (ok, Julia Roberts convence, Chris Cooper também, Streep dá outro show), ainda assim, parecem andorinhas isoladas que juntas não fazem nem um veranico sequer.

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sinaisSigns (2002 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Um teste de fé! O conteúdo religioso é muito mais presente do que os trailers poderiam vender. Um suspense testando a fé de um homem, que deixou de acreditar. O roteiro usa o suspense, a questão alienígena como pano de fundo, colocando a prova a fé do protagonista, um antigo padre que deixou de acreditar em Deus após o acidente automobilístico fatal de sua esposa.

Graham (Mel Gibson) mora com seu irmão Merril (Joaquim Phoenix), e seus filhos (Rory Culkin e Abigail Breslin) numa fazenda que, certa manhã, estranhos desenhos aparecem no meio do milharal. As plantas estão todas deitadas de maneira uniforme, impossível ser feito à mão, e sem emitir algum barulho. Os animais começam a ficar violentos, tanto em sua fazenda como na da vizinhança. Em poucos dias, a TV começa a mostrar desenhos semelhantes, em várias plantações, ao redor do mundo. Além de imagens de estranhos corpos iluminados no céu. Graham tenta proteger seus filhos das informações aterrorizantes, mas o assunto fascina a todos, não só em sua casa. A expectativa quanto à intenção dos extraterrestres e a espera de uma possível invasão toma conta dos noticiários, o assunto monopoliza conversas em bares, e onde mais se possa imaginar.

M. Night Shyamalan volta a perder parte do prestígio conquistado com o fenômeno O Sexto Sentido, seu novo trabalho cai no colo da decepção. Começando pela pieguice de sua tentativa de imitar o monstro do suspense Alfred Hitchcock. Seu filme é lento, quase como um filme de arte, os close-up’s exagerados, e o tema do sobrenatural acaba pouquíssimo aprofundado. Mesmo a questão da fé não é tão intrigante assim. Shyamalan perde mais tempo com personagens assistindo noticiários e lendo livros sobre Et’s. Os últimos 15 minutos dão novos ânimos ao filme, mesmo que não o bastante para recolocar o filme nos eixos, porque na memória ficam algumas das cenas ridículas como a que mostra Mel Gibson e Joaquim Phoenix, sentados em frente à TV, com as mãos nos joelhos, exatamente na mesma posição, assustados com o que vêem na tela (parecia mais filme de comédia besteirol).