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Hotel Transilvania

Publicado: novembro 16, 2012 em Cinema
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Hotel Transylvania (2012 – EUA)

“Tio, é a história de uma vampira que se apaixona por um humano”. Foi assim que meu sobrinho me descreveu do que se tratrava a nova animação de Genndy Tartakovsky, pouco antes da sessão começar. E é bem isso, além de tratar o amor juvenil, o filme foca na relação pai superprotetor x filha louca por descobrir. Exceutuando esses dois temas se convergem, a trama é preenchida com piadas (mais infantis do que os desenhos atuais), e um temor inesperado dos monstros pelos humanos. Quase desmitifica, com doçura, nosso terror pelo drácula, frankestein e outros monstros, é a infatilização da figura que aterrorizava.

embriagadodeamorPunch-Drunk Love (2002 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Tímido e solitário, com sete irmãs buzinando ao seu ouvido, a vida não deve ser fácil. Alguns acessos explosivos de violência seriam, no mínimo, de se esperar, mas ele vai além, vive de suas manias. Desse modo que Barry Egan (Adam Sandler) convive com sua família, pressão por todos os lados, mulheres dando pitacos e mandando em tudo.

Uma misteriosa harmônica deixada no meio da rua, uma equivocada promoção de uma marca de produtos alimentícios, que troca embalagens, por milhagens aos clientes, um serviço de tele-sexo que chantageia seus usuários. O diretor Paul Thomas Anderson se aventura pelo universo das comédias românticas, equilibrando entre o puro e o singelo, e toques particulares de seu cinema, realizando assim algo completamente não classificável no gênero. Uma fábula do amor idealizado.

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A constante presença do azul e vermelho, a forma de trabalhar com o preto cobrindo os personagens em planos abertos, a guerra meteórica entre Adam Sandler e Philip Seymour Hoffman, a musicalidade presente de forma contagiante, as sutilezas visuais e humorísticas, do diretor, aliadas a um clima havaiano formam um espetáculo dissonante.

Um cara sofrendo com as pressões da sociedade, e quando embriagado de amor por Lena (Emily Watson), se vê obrigado a transpor barreiras intransponíveis, criadas por si. Em certo momento Barry Egan diz: “Eu tenho um amor. Isso me fortalece mais do que você imagina.”, Anderson em outro momento brilhante.

opaizaoBig Daddy (1999 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

 

Sonny Koufax (Adam Sandler) é um desleixado, um vida mansa sem limites. Vive da gorda indenização, por um atropelamento que sofreu, e trabalhar, só uma vez por semana, num pedágio. Sua namorada, Vanessa (Kristy Swanson), está cansada do seu jeito infantil e a falta de objetivos. Nessa vida de eterno adolescente, Sonny divide apartamento com seu amigo Kevin Gerrity (Jon Stewart), e adora implicar com a namorada do amigo, Corinne Maloney (Leslie Mann).

De repente, aparece um garoto de cinco anos tocando a campainha, Julian (os gêmeos Dylan e Cole Sprouse), e uma carta da mãe. Ela está doente e mandou o filho para viver com o pai (Kevin). Sonny telefona ao amigo, que está no aeroporto prestes a embarcar. Resolvem esperá-lo voltar de sua viagem de negócios para resolver o problema.

Sonny acha boa ideia ficar com o garoto por alguns dias, para impressionar Vanessa demonstrando alguma maturidade, mas era tarde, ela já estava saindo com outro cara. Com o amigo longe e sem namorada, não resta alternativas a Sonny, cuidar do garoto até o assistente social arranjar uma família para ele.

A força da comédia se faz pelas maneiras pouco ortodoxas de cuidar do garoto. Julian faz xixi na cama, Sonny cobre com jornal e recoloca-o na cama, apenas para exemplificar. Rob Schneider e Steve Buscemi são coadjuvantes de luxo para Adam Sandler brilhar com infantilidades tão absurdas, quanto divertidas.  Das comédias típicas de Sandler e do diretor Dennis Dugan, é a que apresenta algum charme, talvez pela simpatia do garoto, talvez por essa relação paternal (meio torta), por mais que caia do sentimentalismo barato ao filme-de-tribunal.