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Spider-Man 2 (2004 – EUA) 

Sam Raimi conseguiu superar o filme anterior e tornar, a saga do Homem-Aranha, num dos mais interessantes blockbusters dos últimos anos. Sua veia de terror, o toque de comédia, e a fuga da mesmice das cenas de ação são pontos chave, enquanto Raimi e Tobey Maguire desenvolvem a história de Peter Parker. Temos a humanização de um herói, entre sua rotina do dia-a-dia, suas frustrações e sonhos. Já começamos com o Aranha em jornada dupla, entregador de pizza e fotógrafo do jornal nova-iorquino, enquanto tenta concluir seus estudos, pagar o aluguel e combater o crime. Do passado, restam as feridas da morte do tio, os resquícios de um romance com sua musa Mary Jane (Kirsten Dunst) e a dor obsessiva de Harry (James Franco) por vingar seu pai.

Dessa vez o atrapalhado Homem-Aranha deve enfrentar o poderoso Dr. Octoplus (Alfred Molina), e seus tentáculos inteligentes, em mais um acidente que transforma um brilhante cientista num terrível monstro. Peter Parker é mais que um herói, é esse jovem de carne e osso, com tantos compromissos e responsabilidades a cumprir, que chega a questionar tudo e todos. A vida o torna mais vulnerável, assim como o próprio Aranha, na fatídica cena em que mostra seu rosto (se está no trailer, não é spoiler), oferecendo assim nova guinada na história. Por tudo isso, o filme é muito mais lento que o antecessor, as cenas de ação aparecem com maior freqüência (apenas na última meia-hora), porque Raimi tem tantos personagens e nuances a desenvolver, nesse misto de ação, comédia e boas pinceladas de romance. E além do que o grande público espera, como as cenas do metrô ou tia May no alto do prédio, há muito cinema aqui, como nos travellings em 360 na ligação apaixonada de Peter, no orelhão. Nasce um dos melhores filmes de Super-heróis até aqui.

afamiliaperezThe Perez Family (1995 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Segundo filme nos EUA da cineasta indiana Mira Nair. Como todo imigrante, ela tem um olhar diferente sobre a América, por isso a escolha do tema imigração ilegal viria bem a calhar. México e Cuba são os vizinhos com maior influência desse fenômeno migratório. De Cuba, todos os dias milhares de pessoas fogem em pequenas e precárias embarcações, rumo aos EUA. A esperança, é claro, é de alcançar futuro melhor.

Sob tom de comédia, Nair expõe os alojamentos improvisados, as dificuldades em arrumar emprego, a discriminação, a prostituição, e demais mazelas sofridas pelos cubanos. Com esse tom, esquece de mostrar o mais interessante, optando por situações descabidas, um mero romance fraco e sem graça.

Juan Raul Perez (Alfred Molina) é um preso político em Cuba que consegue a liberdade após 20 anos de reclusão. Sua esposa Carmela (Anjelica Huston) e sua filha Teresa (Trini Alvarado) moram nos EUA e aguardam, ansiosas, sua chegada. Na embarcação em que Raul viajava, ele conhece a faceira Dottie Perez (Marisa Tomei). Após alguns desencontros eles fingem serem casados para não perderem o abrigo provisório e o direito de entrar no novo país.

Enquanto Juan procura sua família, Dottie arma suas confusões para garantir sua permanência no abrigo. Carmela desiludida por não encontrar seu marido começa a flertar com o agente do FBI, Pirelli (Chazz Palminteri). Juan vai morar numa igreja junto sua suposta esposa e outros supostos parentes. Triângulos amorosos arquitetados, só resta Marisa Tomei esbanjando graça e sensualidade.