Posts com Tag ‘Amanda Seyfried’

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Pan (2015 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

A Warner guardou o lançamento para depois dos chamados Summer Movies, a temporada dos grandes Blockbusters nos EUA. Sinais de muita confiança, ou de total pé atrás com a história dos primórdios de Peter Pan, tudo que ocorreu antes dos embates do garoto que não queria crescer e o Capitão Gancho. Interessante como este ano tivemos o retorno, aos cinemas de duas histórias infantis celebradas, protagonizadas por crianças, e que andavam esquecidas. O Pequeno Príncipe ganhou uma bela animação francesa, dirigida por Mark Osborne, e que também ia além da história mais conhecida (no caso, chegando ao príncipe adulto).

Voltando ao filme, é muito eficiente como aventura infantil, mesmo que trabalhando com clichês por todos os lados. Desde a vida de órfão com freira megera, até finalmente a chegada à Terra do Nunca. A profecia de Peter (Levi Miller) como o escolhido, ajudado por Tigrinha (Rooney Mara), e vejam só por Gancho (Garrett Hedlund), antes de se tornar o Capitão Gancho.

A mão de Joe Wright fica nítida nos figurinos, principalmente do vilão Barba Negra (Huugh Jackman), e pelo colorido da tribo e das fadas. Essencialmente focado no público infanto-juvenil, peca pelo melodrama nos s momentos mais agudos, só que funciona perfeitamente no que se dispõe a fazer que é agradar a criançada.

lovelaceLovelace (2013 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Incrível como uma cinebiografia de uma estrela pornô, com altas doses de violência familiar, consegue ser tão careta. Afinal, a caretice está na forma como um tema é contado, e não no tema em si. Os diretores Rob Epstein e Jeffrey Friedman narram a história da protagonista do mais famoso e lucrativo filme da história do mundo pornográfico (garganta Profunda), e o fazem de maneira caoticamente pouco desenvolvida.

Da tranqueira de marido (Peter Sarsgaard), passando pelos pais ultraconservadores (Sharon Stone e Robert Patrick), Linda Lovelace (Amanda Seyfried) é apresentada como a ingenuidade em pessoa, que cai de paraquedas no mundo do cinema adulto. O filme não consegue traçar um perfil melhor da personagem, não vai além do raso na indústria do cinema desse gênero, e nem dá dimensão das coisas na vida de Linda. Os fatos marcantes como o casamento destrambelhado e os abusos, seu trabalho como atriz pornô, a bandeira que levantou por tantos anos contra a violência doméstica, fica tudo jogado num balaio de gato.

meninasmalvadas

Mean Girls (2004 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Por mais que o diretor Mark Waters não fuja da estrutura de comédia-teen-para-garotas, seguindo a risca a cartilha, incluindo os clichês (românticos, ou não) como baile de formatura e tudo mais, há algumas curiosidades que oferecem uma “sobrevida” no resultado final de Meninas Malvadas. E vão além do tom “maléfico” cuja proposta principal tenta incorporar para manter o humor.

Tina Fey participa, como Tina Fey, mas seu roteiro (adaptado de um livro) tem sacadas fora do comum. Por exemplo, na divisão do refeitório por turmas, com interesses comuns, que estão sempre juntas – os esportistas, as patricinhas, os cdf’s. Toda a sistemática da vida social escolar está baseada na relação entre esses grupos, e quando a protagonista tenta se adaptar a dois deles, sofre por sua ingenuidade passando por uma transformação que nem ela percebe estar acontecendo.

Outro ponto é de como o filme serviu de catapulta para tantas atrizes, afinal temos Lindsay Lohan, Rachel McAdams e Amanda Seyfried. Cada um delas com seu nome no estrelato, aqui apenas adolescentes loirinhas aprontando para se manterem populares, ou conseguirem respeito dos colegas, e os namorados dos sonhos. As altas doses de exagero, em todas as situações, fazem parte da cartilha do gênero, tornando o filme para um nicho específico, grande tolice, mas que acerta no público-alvo.

osmiseraveisLes Misérables (2012 – ING) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O poder da visão crítica de Victor Hugo sobre a diferença entre classes sociais, na França do século XIX, passou longe, mas muito longe. A direção de Tom Hooper apenas se apodera da fama do musical que fez sucesso estrondoso no teatro, mundo afora. De forma irregular, alongada, melodramática e cansativa. A primeira hora só não é totalmente entediante por duas cenas, a da fábrica e a apresentação da população miserável, de resto apenas a ladainha do início da caça, de uma vida.

O inspetor de Russel Crowe (pior cantor do planeta?) passa anos na captura do assaltante faminto (Hugh Jackman), Hooper desperdiça a miséria, privilegia a richa. Por essa disputa passam outros personagens, da vida execrável à novos vultos da Revolução Francesa, o amor jovem e pueril e aproveitadores baratos. São duas horas desperdiçadas entre canções pouco empolgantes (destaque para o solo de Anne Hathaway que lhe valerá o Oscar), até a chegada da questão política, os rebeldes civis lutando contra o governo.

Nesse ponto se apresenta , mesmo que timidamente, o conteúdo que Victor Hugo trouxe ao mundo, o desfile de coadjuvantes doando sua vida à uma causa, lutar por ideais. Mas o sofrimento é tão árduo para chegar nessa parte (tão regular), que o esforço nem vale a pena.