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resultadosResults (2015 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Depois sólida carreira pelo cinema indie americano, Andrew Bujalski em seu primeiro filme com atores renomados. E é pelo excesso de criatividade que seu filme se dissolve. Os cacoetes clichês dos filmes de Sundance aportam aqui, dessa vez, com personagens loser por excelência, tratados de maneira fofa. Mas, o problema maior é roteiro bagunçado que nem consegue brincar com as filosofias de vida pregadas pelo instrutor Trevor (Guy Pearce), e muito menos soa interessante no triângulo amoroso que se desenha. Discussões blasè que tentam mirar no romântico (Cobie Smulders bem histérica) e resoluções sexuais apresentadas de forma tão atrasadas complementam essa miscelânea mal capitaneada por Bujalski.

 

 

Computer Chess

Publicado: novembro 10, 2014 em Cinema
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computerchessComputer Chess (2013 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Andrew Bujalski já vinha se destacando dentro da cena do cinema independente americano, eu que ainda não tinha conseguido conhecer seus trabalhos. E, começando pelo mais recente, já tenho a forte impressão que ele é aquele sopro de esperança dentro desse gênero desgastado que se tornou o indie dos EUA. Ele filma uma convenção daqueles geek’s dos anos 80, os nerds com mais caras de ner da história, só com desenvolvedores de programas que joguem xadrez. O desafio é conseguir um software capaz de vencer um humano (jogador de xadrez).

Por trás daquelas máquinas mais antigas que os 286’s, numa fotografia, preto e branco, capaz de tornar tudo ainda mais arcaico, Bujalski cria sua vingança nerd. Presos num final de semana, dentro de um hotel, os personagens interagem entre drogas e álcool, os segredos de suas tecnologias de programação, o tabu do sexo (principalmente para alguns tão tímidos) e a arrogância do patrono (jogador de xadrez) que comanda a convenção. Bujalski é sagaz em dar cabo de todos os temas, de maneira que o filme sempre parece ser um documentário de tão crível. O desfecho hilário é a cereja do bolo, o último toque de vingança, mas, antes disso, já tivemos a bela oportunidade de reviver os primórdios da criação dos softwares e app que hoje dominam nossas vidas, de tal forma que nem podemos lembrar como era viver antes deles. Bujalski merece atenção.