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Locke

Publicado: dezembro 25, 2015 em Cinema
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lockeLocke (RU – 2013) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Filmes em tempo-real estão sempre medindo sua própria capacidade de se sustentar. Dentro de um carro, viajando de algum lugar da Inglaterra rumo a Londres, e resolvendo os momentos mais delicados de sua vida. Esse é o período-chave de vida de Ivan Locke (Tom Hardy). A acao nunca ira além daquele automóvel, os demais personagens não passam de vozes que declamam suas angustias, flagram agravantes e apresentam suas fraquezas, enquanto Locke trafega pela rodovia iluminada.

É louvável a capacidade de Tom Hardy e do filme em si em manter diálogos por quase 90 minutos, e colocar o publico dentro dos três problemas vividos pelo personagem naquele instante, mesmo num ambiente tao estático (o carro em movimento, o personagem não). O diretor Steven Knight busca no roteiro maneiras de alternar os dramas (crise familiar e profissional), mas a questão é mesmo a sustentabilidade da historia, e os subterfúgios utilizados pelo roteiro são o que oferecem fragilidade. Funcionaria melhor como um media-metragem, e própria proposta já barra sua possibilidade de alcançar voos mais altos.

007contraspectreSpectre (2015 – RU) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O sucesso de Skyfall garantiu outro contrato a Sam Mendes para dirigir um novo capítulo da franquia de James Bond. Os rumores sobre quem será o próximo James Bond tomaram o mundo, como se este fosse o último com Daniel Craig (será mesmo?), tais rumores ajudaram a manter a franquia na mídia, a criar mais expectativa para o novo filme. A expectativa era alta, afinal, há muitos que nunca se apaixonaram tanto pelo agente secreto mais famoso do cinema, até que a nova era (com Craig) trouxesse uma nova roupagem, e talvez o melhor filme da franquia (exatamente Skyfall).

A cena inicial, num falso plano-sequencia longo, culminando com uma grande explosão já fica bem longe das expectativas sob as tão famosas sequencias de abertura. A apresentação musical é frouxa, e repete algumas ideias já usadas tantas vezes em filmes anteriores. Mas, James Bond é assim, tem que manter seu charme, e os filmes só começam mesmo após esses protocolos.

E o que Sam Mendes preparou foi um Bond emotivo e porradeiro. Coadjuvantes que quase nada acrescentam. Bond Girls entre as mais famosas, e lindas (Monica Bellucci e Lea Seydoux) do cinema, mas que também pouco acrescentam. Mendes prefere as lutas em helicópteros, em tentar reciclar piadas que faltam punch, e resgata um clima anos senteta/oitenta da franquia que não condizem exatamente com a nova roupagem.

E o grande trunfo dessa nova fase, que sempre foi o investimento em grandess vilões? Mesmo seguindo a linha, escalando atores conhecidos, pelo recente destaque (Andrew Scott) ou por seu talento (Christoph Waltz), não lhes sobra tanto espaço, além de meras caricaturas, porque o roteiro quer homenagear os filmes mais recentes, e assim potencializar um lado sentimental de Bond. É muito pouco para o retorno do mais temido vilão da franquia. A volta à tona de Spectre merecia outro direcionamento.

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Por fim, link para um ranking com os 24 filmes da franquia 007