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starwarsVIIStar Wars: Episode VII – The Force Awakens (EUA – 2015) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Foram três décadas até a saga Star Wars retomar os acontecimentos de O Retorno de Jedi. Os heróis e os robôs clássicos estão de volta, dando início a transição a novos robôs e personagens, cujo futuro pode reservar também a antologia de um Han Solo (Harrison Ford) ou Luke Skywalker (Mark Hamill).

A trama é clara derivação do episódio IV, mudam-se os nomes dos líderes inimigos, e algum detalhe aqui e ali (que tenha forte significado a toda a saga), mas a fórmula está mantida. O grande mérito de J. J. Abrams, dessa vez, é manter o clima de Star Wars. Seu filme joga forte com os fãs, desde permitir entradas triunfais dos antigos personagens que causem euforia no público (a primeira grande cena é com a Millenium Falcon), até estabelecer novas sequencias, que chacoalham para todos os lados, dos confrontos pelo espaço.

Mesmo com o roteiro bem explicadinho, e as costumeiras cenas sentimentalóides, a saga Star Wars ressurge, com mais poder de bilheteria do que nunca. A bagagem de jedis, seres intergalácticos, e lutas com sabre de luz vão fazer bem ao circuito de blockbusters do cinema, e manter a loucura de multidões, ainda que o substituto de Darth Vader não seja tão marcante assim.

THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEYThe Hobbit: An Unexpected Journey (2012 – EUA/NZL)

O ego de Peter Jackson, e dos produtores, é tão imenso que não conseguiram se contentar com dois, resolveram transformar em três filmes o livro de J. R. R. Tolkien. Aquela sensação de novela da Globo que está dando Ibope, o autor tem que esticar, a festa da linguiça. Não há história o bastante, pior, é a repetição da trilogia Senhor dos Anéis, só que com personagens menos marcantes/interessantes. Gandalf está lá, temos um novo hobbit, e um bando de anões querendo recuperar seu reino.

Jackson preenche as quase três horas com cenas de luta, repetitivas e, às vezes, desnecessárias, e diálogos tolos que deixam seu filme de fantasia com cara de produção da Disney. Não há mais que 4 sequencias importantes, e que tragam alento, personagens, algo além da básica história de valentões enfrentando inimigos e monstros até seu destino. Sensação de que com 1 hora, era possível contar toda essa saga, de forma bem mais enxuta.

Rise of the Planet of the Apes (2011 – EUA)

Daqueles filmes para Andy Serkis brilhar, o resto fica para segundo plano. Serkis é aquele ator que fez o Gollum na saga Senhor dos Anéis e segue emprestando seu corpo e movimentos para macacos e outros personagens remodelados via computador. Aqui, novamente, ele faz o macaco. A mão do cineasta Rupert Wyatt não aparece em lugar nenhum, qualquer outro diretor faria o mesmo filme, aliás precisava de diretor?

A história é aquele enorme clichê (ok é um remake) envolvendo o laboratório de pesquisas, o cientista obcecado (James Franco, caricato, canastrão), o acidente que acaba encoberto, a “anomalia” tratada com carinho no recanto do lar. Se a questão do instinto animal prevalecer, é, de longe, o ponto alto do filme. Os clichês de personagens e as atuações sofríveis (incluindo Freida Pinto) tiram brilho da macacada e dos efeitos especiais ultra elaborados que a cada dia mais pretendem tomar espaço dos atores.