Posts com Tag ‘Anne-Marie Duff’

assufragistasThe Suffragette (2015 – Reino Unido) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

A diretora Sarah Gravon resgata a voz do movimento sufrágio britânico, a luta feminina pela igualdade, liberdade, pelo direito a voto, lá pelo início do século passado. Escolhe uma mulher na multidão, Maud Watts (Carey Mulligan) apresentando nela as dificuldades em manter a luta e a família. O antagonismo entre ideais e a estabilidade social, enquanto pontua a forma como essas mulheres se sensibilizaram para lutar por essas conquistas, um movimento que começou pacífico e chegou a pequenos atentados terroristas.

Com narrativa extremamente tradicional, Gravon estabelece o diálogo fácil com o público. Hoje é simples se solidarizar pela história de luta, pela proeza das mulheres lideradas por Emmeline Pankurst (Mery Streep), e o filme entrega direitinho o peso do drama, as facetas de sofrimento e de garra com que essas mulheres enfrentaram não só o governo, mas a sociedade conservadora. Nos créditos finais, a menção de alguns países e o ano em que as mulheres ganharam direito a voto em seus países, alguns ainda estão na promessa.

emnomededeusThe Magdalene Sisters (2002 – IRL/ING) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Chocado com um documentário sobre as “Lavanderias de Madalena”, o ator e diretor escocês Peter Mullan tentou recriar parte da história dessas meninas que viveram enclausuradas em centros religiosos. Dublin, 1964, catorze horas de árduas jornadas de trabalhos forçados, isolamento da sociedade, maus-tratos, violência como forma de impor autoridade. As garotas eram enviadas pelos pais por terem desonrado suas famílias (estupradas, mães solteiras), e tratadas com confinamento e violência como forma de purificação dos pecados, tal qual a lenda bíblica de Madalena que fora prostituta antes de seguir Jesus.

A brutalidade e o abuso ditatorial dão o tom, são cenas fortes de barbárie cometidas por entidades religiosas que aparentemente reservariam suas vidas ao bem do próximo. Mulan vai direto ao ponto, compra briga com a Igreja Católica, com muitas cenas de impacto (violência, abuso sexual) e ambientes bem diferentes daquelas lúgubres imagens que se conhece. Porém, lhe falta apuro com os personagens, construídos de forma incompleta. No terço final as três protagonistas cedem espaço a uma quarta jovem, é o acumulo de protesto em detrimento ao desenvolvimento do filme.