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10+10 (2012 – Taiwan)

Taiwan comemora 100 anos e o Festival de Cinema de Tapei Golden Horse encomendou, a cineastas locais, curtas de até cinco minutos de duração. Não poderia ter ficado pior a homenagem já que a qualidade e o conteúdo de praticamente todos é irrelevante, tola, chega a não ter razão nenhuma para ser assistido. Hou Hsiao-Hsien volta a trabalhar com Shu Qi em Belle Epoque, seu trabalho fecha o filme, uma família revendo fotos antigas, um presente entre mãe e filha, casa bem com sua filmografia (mesmo que sem grandes inspirações) e de longe o que se salva dentro desse universo de tolices.

Au Revoir Taipei

Publicado: setembro 3, 2011 em Uncategorized
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Au Revoir Taipei / Yi Ye Taibei (2010 – Taiwan)

Não é necessário algo tão elaborado para uma comédia romântica, afinal as coisas belas do amor (e da vida) estão nas pequenas coisas, nos micro-momentos. Um filme péssimo pode guardar uma pequena preciosidade de um instante, algo que toque as pessoas. Veja o exemplo, o filme dirigido por Arvin Chen guarda um núcleo de personagens paspalhos, idiotas, completamente desnecessários, nada do que o bando vestido de terno laranja fizer no filme valerá para alguma coisa. Artimanha do roteiro para criar algo que fuja do tão-somente filme de amor. No meio dessa trama patética temos um garoto doce, Kai (Jack Yao) que passa os dias tentando aprender francês e sonhando em poder encontrar com a namorada que se mudou para lá.

Sem dinheiro, passa as noites sentado numa livraria estudando o idioma, ali conhece a mais que doce Susie (Amber Kuo, olhar e sorriso encantadoras, jeitinho de menininha) que trabalha na livraria e tenta se aproximar do rapaz. São nos pequenos momentos dos dois, no despertar de um amor, na ingenuidade presente no olhar e como essa ingenuidade é chave no nascimento dessa relação que está toda a graça do filme. A trilha sonora incidental-singela-romantica, esses pequenos olhares e sorrisos que nada (e tanto) dizem, são esses encantamentos de momentos perdidos os capazes de tocar o coração do público, que sentir o coração palpitar do público, é a famosa química que quando funciona contagia que é apenas voyeur de um amor (e química há de sobra, Arvin Chen devia se focar só no romantismo, faz isso muito melhor).