Posts com Tag ‘Barry Levinson’

oultimoatoThe Humbling (2014 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Anda meio esquecido o nome do diretor Barry Levinson, cujo auge foi nos anos 80. Al Pacino também é outro que na velhice não é nem sombra do ator do passado. Juntos nessa história que tenta ser moderna, e trazer o mundo do teatro ao cinema, baseado num livro de Philip Roth. Seu resultado é, no mínimo, equivocado.

As histórias de atores famosos em crise são costumeiras no cinema moderno, a depressão e tendências suicidas são caminhos clichês. Enquanto tenta se recuperar da fase complicada, Simon Axler (Pacino) se envolve com uma lésbica (Greta Gerwig), além de mais jovem, filha de um casal de amigos. O que deveria ajudar, graduamente eleva o caos. Inseguranças e fragilidades, a rotina da relação enquanto Axler percebe a decadência financeira, e natural necessidade de reencontrar maneiras de trabalhar. Há ainda o psiquiatra via Skype, uma forma de tentar organizar melhor as ideias da própria audiência. Tudo tão equivocado que explica bem porque os filmes de Barry Levinson passam em branco, e praticamente não são mais lançados no cinema brasileiro.

umhomemforadeserieThe Natural (1984 – EUA)  estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Os princípios de um homem não podem ser comprados, cada um tem os seus e não há preço para que eles possam ser violados, não importa o que tiver acontecido com a pessoa, o passado não consegue quebrar os princípios de ninguém. Este filme tenta passar esta idéia, utilizando-se de um grande elenco e um fraco roteiro, além de mostrar os sonhos juvenis de tornar-se um esportista de sucesso.

Roy Robbs (Robert Redford) é um jovem e promissor jogador de beisebol. Mora em uma fazenda, e aprendeu a amar o esporte com seu pai que morreu cedo. Ele é convidado a fazer teste em uma equipe, e parte para seus sonhos deixando sua namorada de infância Iris Gaines (Gleen Close). Na viagem, conhece o jornalista Max Mercy (Robert Duvall), e uma misteriosa mulher. O jovem se encanta pela moça, que lhe arma uma armadilha, e ele acaba tomando um tiro.

Passados 16 anos, Roy é contratado por uma equipe profissional que está em péssima situação. Sem nenhuma experiência profissional, ele é boicotado pelo técnico Pop Fisher (Wilford Brimley). O técnico é também um dos donos da equipe, mas tem um acordo com um dirigente, e precisa ser campeão, ou perderá os direitos sob a equipe. No dia em que Roy tem sua chance, ele prova seu talento e levanta toda equipe. Ganha fama repentina, e um novo affair: a exuberante Memo Paris (Kim Bassinger).

A convivência com a moça, e as noitadas, fazem-no perder rendimento, e a equipe afunda com ele. Até o dia em que ele reencontra Iris, seu antigo amor de infância, chance de nova guinada em sua vida. O roteiro pesa forte no conto moral, na ideia dos princípios-de-um-homem-não-podem-ser-comprados. Piegas, melodramático, morno, está longe dos trabalhos mais alardeados do diretor Barry Levinson.