Posts com Tag ‘Ben Whishaw’

assufragistasThe Suffragette (2015 – Reino Unido) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

A diretora Sarah Gravon resgata a voz do movimento sufrágio britânico, a luta feminina pela igualdade, liberdade, pelo direito a voto, lá pelo início do século passado. Escolhe uma mulher na multidão, Maud Watts (Carey Mulligan) apresentando nela as dificuldades em manter a luta e a família. O antagonismo entre ideais e a estabilidade social, enquanto pontua a forma como essas mulheres se sensibilizaram para lutar por essas conquistas, um movimento que começou pacífico e chegou a pequenos atentados terroristas.

Com narrativa extremamente tradicional, Gravon estabelece o diálogo fácil com o público. Hoje é simples se solidarizar pela história de luta, pela proeza das mulheres lideradas por Emmeline Pankurst (Mery Streep), e o filme entrega direitinho o peso do drama, as facetas de sofrimento e de garra com que essas mulheres enfrentaram não só o governo, mas a sociedade conservadora. Nos créditos finais, a menção de alguns países e o ano em que as mulheres ganharam direito a voto em seus países, alguns ainda estão na promessa.

007contraspectreSpectre (2015 – RU) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O sucesso de Skyfall garantiu outro contrato a Sam Mendes para dirigir um novo capítulo da franquia de James Bond. Os rumores sobre quem será o próximo James Bond tomaram o mundo, como se este fosse o último com Daniel Craig (será mesmo?), tais rumores ajudaram a manter a franquia na mídia, a criar mais expectativa para o novo filme. A expectativa era alta, afinal, há muitos que nunca se apaixonaram tanto pelo agente secreto mais famoso do cinema, até que a nova era (com Craig) trouxesse uma nova roupagem, e talvez o melhor filme da franquia (exatamente Skyfall).

A cena inicial, num falso plano-sequencia longo, culminando com uma grande explosão já fica bem longe das expectativas sob as tão famosas sequencias de abertura. A apresentação musical é frouxa, e repete algumas ideias já usadas tantas vezes em filmes anteriores. Mas, James Bond é assim, tem que manter seu charme, e os filmes só começam mesmo após esses protocolos.

E o que Sam Mendes preparou foi um Bond emotivo e porradeiro. Coadjuvantes que quase nada acrescentam. Bond Girls entre as mais famosas, e lindas (Monica Bellucci e Lea Seydoux) do cinema, mas que também pouco acrescentam. Mendes prefere as lutas em helicópteros, em tentar reciclar piadas que faltam punch, e resgata um clima anos senteta/oitenta da franquia que não condizem exatamente com a nova roupagem.

E o grande trunfo dessa nova fase, que sempre foi o investimento em grandess vilões? Mesmo seguindo a linha, escalando atores conhecidos, pelo recente destaque (Andrew Scott) ou por seu talento (Christoph Waltz), não lhes sobra tanto espaço, além de meras caricaturas, porque o roteiro quer homenagear os filmes mais recentes, e assim potencializar um lado sentimental de Bond. É muito pouco para o retorno do mais temido vilão da franquia. A volta à tona de Spectre merecia outro direcionamento.

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Por fim, link para um ranking com os 24 filmes da franquia 007