Posts com Tag ‘Benicio Del Toro’

umdiaperfeitoA Perfect Day (2015 – ESP) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Agentes humanitários tem a missão de tirar um corpo, de um poço, para manter o abastecimento de água na região. A tarefa, aparentemente simples, ganha complexidades inimagináveis numa zona de conflitos nos Balcãs. Fernando León de Aranoa trata a guerra com humor, brinca com os absurdos, enquanto os dramas locais ecoam por todos os lados. O cineasta espanhol prefere flertar com o pop, claramente interessado num alcance maior de público. Estrelas de Hollywood, e esse humor “maroto” permitem a narrativa mais palatável.

Risco de minas por todos os lados, a vida miserável dos que não se envolveram nas guerras entre muçulmanos e sérvios. Partindo do horror, o filme provoca as burocracias militares internacionais, expõe injustiças e desrespeitos aos acordos internacionais. Mas, Aranoa prefere dar mais foco a seus personagens, e casos amorosos deles, do que manter as atenções sobre o conflito e seus estragos. Por isso, briguinhas de ex-namorados se misturam com o anseio dos agentes em ajudar aquelas pessoas.

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sicarioSicário (2015 – EUA/CAN) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Revelado ao mundo com Politécnica (sobre o massacre causado por um atirador numa escola canadense, ocorrido antes de Columbine), sua carreira deslanchou desde então, ainda que todos os filmes a seguir fossem de gosto duvidoso. Finalmente, este parece ser seu melhor filme, desde Politécnica, alguns dizem que é o True Detective do cinema. Não passa de um thriller competente, daqueles que Hollywood lança dezenas, todos os anos. O inexplicável hype em seu nome, e em seus filmes, é que catapulta este filme para níveis que não merece.

Policia americana combatendo o trafico no México, a especialista em sequestros (Emily Blunt) é recrutada por um esquadrão da polícia, liderado por Matt Graver (Josh Brolin), especializado em combater os chefões mexicanos, principalmente o misterioso Alejandro (Benicio Del Toro). Vender que a policia age de maneira suja para conseguir seus objetivos (os fins justificam os meios), parece ser um recado meio careta nos dias atuais. Sicario, no México, são matadores de aluguel. Por isso, restam a eficiência do filme policial que Villeneuve demonstra aqui, aliado às cenas de alta tecnologia como dos soldados americanos na guerra do Iraque, nada espetacular.

vicioinerenteInherent Vice (2014 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

É como se Paul Thomas Anderson condensasse toda a parte descolada de sua carreira num único filme. Sua bastante fiel adaptação do livro homônimo de Thomas Pynchon é um noir multicolorido, e animado em sua trilha sonora, em permanente viagem de entorpecentes. Esse espírito captado por Anderson é tal qual o livro. A sensação de que o detevido “Doc” Sportello (Joaquin Phoenix) vive em constante efeito de drogas, e outros alucinógenos, é a verdadeira linha narrativa utilizada por Pynchon e por Anderson.

O detetive se mete nas maiores confusões quando se envolve a investigar um pedido de sua ex, de gangues de motoqueiros nazistas, a um navio de contrabando, passando por um policial estranhíssimo, tudo é motivo para Doc “fumar um”. Este noir pós-moderno de Anderson carrega tons sexuais, o colorido dos hippies dos anos 70, e doses cavalares de humor por uma Califórnia extravagante e sensual.

Seguir todos os acontecimentos (tanto no filme, quanto no livro) se mostra uma perda de tempo, é impossível, é confuso, não deve mesmo fazer sentido nem na cabeça do autor. Talvez por isso consiga traduzir tão bem a essência dos anos 70, a malemolência, o suingue de quem coloca sua vida em risco e simplesmente ri de tudo a seguir. Anderson sai dos temas tão densos, da rigidez religiosa, para um clima de liberdade total, de descompromisso, o submundo do retrato da liberdade setentista.

Outros Filmes de Paul Thomas Anderson aqui na Toca: Jogada de Risco | Boogie Nights | Magnólia | Embriagado de Amor | Sangue Negro | O Mestre

guardioesdagalaxiaGuardians of the Galaxy (2014 – EUA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

O humor tomou conta dos últimos filmes da Marvel. O estúdio encontrou a fórmula perfeita que tem atingido em cheio seu público, mas essa fórmula não pode apresentar sinais de desgaste em breve? O trailer causou comoção entre os críticos, via twitter, foi uma febre. As cabines de impresa não foram diferente. Muita gente gostando da nova farofada da Marvel, dirigida por James Gunn.

O que Guardiões da Galáxia tem de diferente? Nada, além do fato de ocorrer no espaço. É um Avengers, com personagens nem tão marcantes e/ou conhecidos, com humor por todos os lados, e uma adicional pegada pop (focada nas músicas anos 70) que só consegue atingir os trintões e quarentões.

De resto são brutamontes e ideias mirabolantes de roteiro que sempre resultam no sucesso dos mocinhos. É muito pouco quando observamos o saldo da quantidade de filmes de super-heróis que são lançados todos os anos. Haja bom humor e a mesmice forjada por excepcionais efeitos especiais.

Não entrega o grande filme que promete, nenhum personagem tem carisma, não consegue ser Star Wars e individualmente são heróis praticamente esquecíveis. Fora a incapacidade de criar um vilão marcante. Resultado final é uma farofada para ser aproveitada com algum combo das redes de cinema e depois ouvir Marvin Gaye o resto do dia.

jimmy-pJimmy P (2013 – EUA/FRA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Fracassou o novo trabalho do diretor Arnaud Desplechin, depois de mal recebido em Cannes caiu no ostracismo. Era de se esperar, afinal são poucos filmes abordando psicanálise que arrebatam plateias, o povo indígena também não desperta tantas atenções. Mas, o problema é um pouco mais complexo, ou melhor, a falta de complexidade.

Década de 40, a medicina ainda estava muito aquém da tecnologia atual, e após inúmeros testes no indío americano Jimmy Picard (Benicio Del Toro) surge o Dr. Georges Devereux (Mathieu Amalric) para o caso. Desplechin não consegue seguir o deenvolvimento do tratamento, seu foco é maior no fascínio com que o antropólogo francês conduz  as conversas, um misto de aprendizado da cultura da tribo de Jimmy P e de resgatar dentro do próprio indío os males que perturbam sua mente.

Praticamente um filme de memórias, que não consegue profundidade, que memsmo filmado elegantemente, careceria daquele algo mais que nem a excentricidade de Amalric, nem a interpretação reservada de Del Toro conseguiram trazer.

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Dia de confusão em Cannes, ladrões roubando joias que seriam emprestadas a algumas atrizes para o festival. Polícia prendendo pessoas que dispararam armas com balas de festim durante a gravação de um programa de tv que contava com a participação de Christopher Waltz e Daniel Auteuil. A coisa foi agitada na noite de ontem.

Os irmãos Bob e Harvey Weinstein divulgaram hoje filmes que serão lançados ao longo do ano, Nicole Kidman interpretando Grace Kelly em Grace of Monaco, The Butler sobre um mordomo de muitos anos da Casa Branca com Oprah Winfrey e Forrest Whitaker, e August: Osage County com Julia Roberts e Meryl Streep. Com o poder que os Weinstein tem, um deles deve estar na lista dos oscarizáveis.

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LIKE FATHER, LIKE SON

likefatherlikeson

Hirokazu Kore-eda despontou no cinema abordando a morte como tema central, e há alguns anos que as crianças se tornaram seu tema favorito. E são elas novamente que o fizeram emocionar parte do público com esse drama sobre bebes trocados na maternidade.

Críticas: The Telegraph – El País – Cine-Vue

Termômetro: de olho

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JIMMY P.

jimmypJá o primeiro trabalho de Arnaud Desplechin desagradou bastante. Com Benicio del Toro e Mathieu Amalric, o filme trata da relação entre um índio que volta da II Guerra Mundial com problemas de saúde e um antropólogo frances que realiza com ele algumas sessões de psicoanálise. Teatro filmado.

Críticas: Otros Cines – HitFixThe Guardian

Termômetro: pé atrás

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L’INCONNU DU LAC | STRANGER BY THE LAKE

l-inconnu-du-lacE no boca a boca da crítica o grande destaque é o filme do frances Alain Guiraudie, presente na mostra Un Certain Regard. Um thriller incomum, homens à procura de homens à beira de um lago, poucos personagens e locações, um crime, relacionar-se com um assassino.

Críticas: Revista ContinenteHitFixScreen Daily

Termômetro: quero ver