Posts com Tag ‘Bertrand Tavernier’

opalaciofrancesQuai d’Orsay / The French Minister (2013 – FRA) estrelaestrelaestrela1_2estrela_cinzaestrela_cinza

Comédia que ganha o público pela repetição e pelo cansaço. Não há nada de humor relevante no jovem Arthur Vlaminck (Raphaël Personnaz) que chega como assessor de linguagem do ministro. Muito menos no chefe de gabinete, o ponderado Claude Maupas (Niels Arestrup) que trabalha como o coração do Ministério do Exterior. O charme é mesmo do ministro (Thierry Lhermitte), que age de forma espontânea, as vezes incompreensível (meio Gilberto Gil), e suas manias, tratatas à repetição trazem o que se pode chamar de charme.

O classicismo do diretor Bertrand Tavernier não parece combinar muito com comédias, é de Lhermitte e sua performática presença, a frente das câmeras, que o filme consegue se desenvolver entre disputas internas e toda a burocracia governamental. A sátira sobre as loucuras do comando de um país é narrada de maneira elegante e patina em todas as cenas em que Lhemitte não marque presença (por mais que Arestrup tenha ganhado o César de ator estrageiro e demonstre seu costumeiro refinamento). O fato é que o jo vem assessor não decola, seu protagonismo é engolido pelos demais em cena, até Julie Gayet pode mais que o atrapalhado e sem graça Personnaz.

Quando Tudo Começa

Publicado: fevereiro 12, 2012 em Uncategorized
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Ça Commence Aujord`hui (1999 – FRA)

O diretor da escola (voltada unicamnete a alunos do maternal) pergunta aos pais porque o filho anda faltando muito. Os dois, claramente desmotivados, dizem que não ligam mais o desperdador. Quanto mais puderem esticar o tempo na cama, mais fácil lidar com o restante do dia, o desemprego que os assola há meses. Coincidencia assistir ao filme exatamente agora, em meio à crise que assola a Europa, já que todo o dia-dia ligado ao dedicado diretor (devidamente humano, com problemas familiares como os nossos) evoca a situações limite que denunciam, num primeiro momento, situações financeiras catastróficas (casas há mais de 6 meses sem eletricidade, no inverno europeu).

O cineasta Bertrand Tavernier praticamente não interfere nessa rotina escolar, seu filme é convencional, nunca melodramático. Situações extremas, até mesmo desesperadoras, são apresentadas como um corte frio, tal distanciamento nos faz pensar no quão real e o quanto se repetem em cada escola, de cada bairro, de todos os países desse mundo. Educar, educar, e ainda enfrentar o descaso governamental, a negligencia da assitencia social, são tantos obstáculos, que enfrentar cada dia, vendo crianças agredidas deliberadamente por familiares, ou sem comer por dias, tornam a simples tarefa de trabalhar, todos os dias, num esforço descomunal.