Posts com Tag ‘Bill Paxton’

oabutreNightcrawler (2014 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Freelancers alucionados por imagens chocantes, que possam ser vendidas aos noticiários de tv, e assim levantar uma boa grana. Grata surpresa a estreia na direção do roteirista Dan Gilroy, a óbvia critica ao show de horror que se tornou o sensacionalismo do jornalismo televisivo, ávidos por casos policiais, traz a tona os limites da ética, do bom senso, e da privacidade. Mas o filme não é só isso.

A noite, escura, profunda, fosca, explorada estilosamente pela fotografia de Robert Elswit, se torna o palco para a alucinante vida de Louis Bloom (Jake Gyllenhaal). Um sujeito exemplar na arte de não ter excrúpulos. Filho prodígio da internet, sem estudos, foi na rede que ele aprendeu técnicas de negócios, discursos empreendedores e os demais traquejos assustadores com que conduz suas relações em sociedade. Um Gyllenhaal alucinante, de olhares obcecados e uma sede de abutre sob a carniça da noticia entre tiroteiros, acidentes de carro e assaltos com vítimas.

Se o filme é manipulador, talvez picareta, consegue imprimir tensão em sequencias de suspense e perseguição, com timing e dramaticidades equivalentes à persona do freelancer sedento por ocupar seu espaço. Novamente a mídia transformando, catapultando comportamentos caóticos, esquizofrênicos, repugnantes. Gilroy provoca a grande mídia com as discussões éticas nas salas de edição, com Rene Russo desesperada por novos “furos”, é verdade que Gilroy não consegue absorver todos os personagens, não permite o outro lado, seu filme só dá lugar aos abutres, aos rastejantes nortunos (do título original), ainda assim funciona hermeticamente no mundo de exageros repugnantes que constrói.

 

u-571U-571 (2000 – EUA)  estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Um submarino alemão está enfrentando problemas nas águas do oceano Atlântico, a tripulação aguarda ajuda para que se façam os reparos necessários. A inteligência americana planeja uma arriscada estratégia para roubar uma máquina de criptografia existente no submarino. O agravante é que teriam que roubá-la, sem os alemães percebam, caso contrário os códigos poderiam ser alterados e de nada valeria a manobra arriscada.

A equipe do comandante Mike Dahlgren (Bill Paxton) consegue seqüestrar o submarino e roubar a máquina, mas no momento em que estavam voltando ao seu submarino são atacados. Poucos conseguem refugiar-se no submarino alemão. Agora precisam passar pelos alemães, em um submarino alemão danificado, e levar a preciosa máquina para os EUA. Dahlgren morre e o subordinado Andrew Tyler (Matthew McConaughey) assume o comando do submarino e a responsabilidade pela missão.

O diretor Jonathan Mostow conseguiu transportar o público para dentro dos submarinos, cuidando de detalhes como água caindo o tempo todo nas cabines, e sinais de ferrugem e deterioração. Porém, o ponto alto são mesmo os efeitos sonoros, das explosões de bombas aos sons de movimento dos submarinos, tudo parece ocorrer a poucos metros de voce. Um roteiro módico, abarrotado de clichês e essas mirabolantes táticas de guerra, que poderia ter mudado os rumos da Segunda Guerra Mundial, que só Hollywood pode oferecer.