Posts com Tag ‘Blake Lively’

cafesocietyCafé Society (2016 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Como todos os anos, Woody Allen vem lançando um novo filme, ou quase sempre uma variação de um mesmo tom. Algumas vezes acerta mais, outras menos, e invariavelmente agrada grande parte de seu público cativo. Lá se foram os tempos em que tentou experimentar, agora com oitenta anos que ele usa e abusa das fórmulas infalíveis de garantir sua presença nos circuitos de cinema. Romances com um personagem alter-ego seu, quase sempre em Nova York, com boas doses de comédias, neuras, famílias judias e jazz. São assim seus filmes.

Suas lentes retornam aos anos 30, mais precisamente Hollywood. No mundo de sonhos da indústria do cinema que o diretor cria sua história de amor, um local onde a fantasia tão presente que o roteiro cria personagens com traços de pés-no-chão. Longe da originalidade, depende do subjetivo para se entregar mais, ou menos, ao relacionamento vagaroso entre o aspirante a roteirista (Jesse Eisenberg) e sua colega de trabalho ( Kristen Stewart). A moça tem um relacionamento secreto, que se torna a chave para os destinos de diversos personagens.

Pela história passam-se anos, e Allen cria um curioso estudo (permeado por toda essa embalagem de seus filmes a qual estamos acostumados) das mutações do amor pelo tempo, das relações entre as pessoas, e da quebra da ilusão de nem sempre conseguir viver aquele que se considera o grande amor de sua vida.

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Águas Rasas

Publicado: agosto 30, 2016 em Cinema
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aguasrasasThe Shallows (2016 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Saudades de um bom filme de tubarão, predador de humanos de forma implacável, com alguns daqueles momentos angustiantes da total incerteza do ataque (ou do momento exato). O diretor Jaume Collet-Serra já tem seu nome solidificado na indústria, suas assinaturas entre o terror e o cinema de ação tem público cativo e dificilmente decepcionam. Um cineasta virtuoso que sabe entregar o que seu público espera, principalmente sequencias de tirar o fôlego.

A trama aqui é coadjuvante, apenas uma desculpa (dessa vez com seus momentos piegas) para levar a protagonista (Blake Lively, que não vai muito além de um biquini) à praia. Ilhada numa pedra, ferida, e com um tubarão rondando a praia após ter encalhado uma baleia (grande sacada do filme para manter o tubarão ativo e no local), Nancy vive seu drama desesperador de tentar enganar para escapar do tubarão implacável. Collet-Serra é bem competente em manter o clima tenso, e em criar imagens impactantes (como no sangue escuro invadindo o mar azul numa tomada aérea).  Ao contrário da maioria dos filmes, o foco é o meio, o diretor está sempre atento aos caminhos para conduzir o recheio dessa história, deixando que início e fim sejam apenas apostos. Mas, afinal, o público está ávido mesmo pela capacidade de Collet-Serra em entreter com tensão angustiante e isso ele entrega de forma eficiente.