Posts com Tag ‘Bruce Greenwood’

Gerald’s Game (2017 -EUA) 

Realmente Stephen King voltou a ser moda. É a vez de Mike Flanagan, novamente numa produção Netflix, realizar versão de uma das obras do autor (provavelmente mais adaptado para os cinemas). Trata-se de um terror psicológico complicado de transpor num filme, as alucinações de uma mulher numa situação limite: algemada numa casa isolada e cujo marido (Bruce Greenwood) acaba de ter um enfarte.

Lembrança automática de 127 Horas, até porque a trama também resgata flashbacks da infância para dramatizar, ainda mais, a situação dela (Carla Gugino). Do comportamento inverossímil da mulher, ao passado de abuso que pouco parece acrescentar a situação desesperadora da heroína, o filme se equilibra na tentativa desse causar esse terror psicológico enquanto se coloca numa clara posição feminista de mulheres que encontram em seus casamentos os comportamentos hostis (como espelhos) que receberam de traumas infantis. Dessa salada ainda tem um cão faminto e traços de sobrenatural. Flanagan fez melhor com outra mulher presa em casa com Hush.

conspiracaoepoderTruth (2015 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Voce deve ter visto alguns filmes de James Vanderbilt como roteirista, desde grandes acertos como o primeiro Homem-Aranha e Zodíaco, a equívocos como O Espetacular Homem-Aranha. Agora, ele se aventura como diretor. Num filme ousado, até certo ponto, e que esteve nas listas de cotados para o último Oscar, até acabar esquecido (até porque guarda semelhanças com Spotlight, e na comparação… Vanderbiltt perde feio). É outro filme sobre o jornalismo americano, dessa vez a história verídica dos bastidores de uma reportagem que fez tremer o consagrado 60 Minutes. A ideia de um furo de reportagem que poderia mudar os rumos de uma eleição presidencial, ao jogo de poder para abafar, negar, e difamar os envolvidos, tal como manda a cartilha da boa política dos poderosos.

Portanto, não faltam elementos intrigantes à história, que conta ainda com elenco de peso (Cate Blanchett e Robert Redford), mas deve mesmo acabar meio esquecido e com público restrito (tal qual sua bilheteria ndos EUA). Vanderbilt cai nas convenções do gênero, de usar trilha sonora, tom dramático, e tomar totalmente partido de sua protagonista. Passa longe do brilhantismo de O Informante, e se alguns diziam que Spotlight tinha cara de telefilme, esse intensifica ainda mais essas características. Como história é intrigante, como cinema é banal, e nesse limbo o filme vai ficando tão esquecido…