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A Caixa

Publicado: abril 19, 2013 em Cinema
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The Box movie image Cameron Diaz and James Marsden day 3The Box (2009 – EUA) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Richard Kelly dá início a um thriller intrigante, bem da verdade que ele abusa um pouquinho no drama familiar para que eles mergulhem na proposta, ainda assim bantante intrigante. Uma caixa, um botão, aperte e ganhe 1 milhão de dólares. Parece perfeito, fácil, mas apertando um desconhecido qualquer irá morrer.

Quando ele cai na armadilha de discutir a raça humana, testando sua ética e seus limites, pronto, lá se foi a idéia que mantinha a atenção inveterada nos passos de Cameron Diaz e James Marsden. O desenrolar megalomaníaco, jogando a raça humana num looping de comportamento praticamente esquarteja aquela proposta intrigante, do homem distinto e repulsivo (Frank Langella).

ocasamentodomeumelhoramigoMy Best Friend’s Weeding (1997 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O auge da carreira de Julia Roberts nas comédias românticas. Já nasceu como novo clássico de um cinema de apelo popular fácil, de um público ávido por histórias que tenham romance e finais felizes. Um dos sinônimos do gênero, com todos os clichês possíveis e imaginários, sob direção de P. J. Hogan, mas poderia ter sido qualquer outro.

Jules (Julia Roberts) é uma crítica de culinária, não tem relacionamentos muito duradouros. Há nove anos, viveu um breve romance, de um mês, com Mike (Dermot Mulroney). Para variar não deu certo, mas nasceu uma forte amizade, que os anos consolidara. Não há segredos entre eles; ligações de madrugada são bem vindas, não importando o motivo. A quebra da barreiras da intimidade. Ao conversar com seu editor gay George (Rupert Everett), Jules recorda-se de uma promessa feita entre ela e Mike, de que caso eles chegassem aos vinte de oito anos, sem terem se casado com ninguém, eles ficariam juntos. A idéia agrada Jules, que começa a pensar mais seriamente nessa alternativa. Na mesma noite, Mike lhe telefona jogando um balde de água fria nos planos da amiga. Está de casamento marcado para o fim de semana, e a quer como madrinha.

A notícia abala Jules que resolve correr atrás de seu grande amor a qualquer custo. Ao conhecer a noiva (Cameron Diaz) linda, rica, compreensiva, apaixonada, dispara um belo resumo “Ela é irritantemente perfeita”. Eis a fácil tarefa de Jules: destruir o casamento e fazer seu amigo se apaixonar perdidamente por ela, num espaço curto de tempo. A trama já nasce de bases nada sólidas, tanta amizade e surge um casamento em 1 semana? E não para por ai, a química do casal não funciona bem, falta carisma para Dermot Mulroney no papel. Resta Julia Roberts, mesmo sendo uma vilã-romântica, conquistar o público, mantendo-o dividido entre torcer contra ou a favor. Auxiliada, é verdade, pelas aparições antológicas de Rupert Everett, principalmente na cena em que todos cantam I Say a Little Prayer, onde o clima festivo-amoroso transmite ao público essa pequena delicia mirabolante e água com açúcar.

quemvaificarcommaryThere’s Something About Mary (1998 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Eu sou dos que acham que os filmes dos irmãos Bobby e Peter Farrelly são apenas comédias exageradas de humor forçado, que prezam pelo humor grosseiro. Não são poucos os que discordam, e defendem veemente como grandes autores/cineastas. A linguagem é bastante popular, as piadas giram entre escatologia e excrementos nojentos, além de humor físico barato. O roteiro é de uma comédia romântica básica, um tipo não tão popular na escola (Ben Stiler) consegue convencer a garota mais desejada da escola (Cameron Diaz)  a ir ao baile com ele. A noite não sai como o planejado.

Treze anos mais tarde ele decide procura-la, contrata um detetive mau caráter (Matt Dillon), que se apaixona pela moça e também tenta conquista-la. Da mais desejada do colégio, ela se torna a garota perfeita: médica bem sucedida, sensível, amiga de todos, gosta de esportes (um misto de bela, sexy, e ainda com gostos que agradam os homens). Com humor esdrúxulo, principalmente no que tange o irmão deficiente da garota, o filme se sustenta do triângulo amoroso, na disputa em conquistar a mulher dos sonhos de qualquer homem. Marca registrada do filme se tornou as cenas do cachorro no apartamento, e do “gel” que forma o “topete” de Cameron Diaz.

aspanterasCharlie’s Angels (2000 – EUA)  estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Sabe desgosto? Mas, desgosto mesmo? Quando sentei para assistir foi sintomática a lembrança série antiga, que fez tanto sucesso nos anos setenta, e eu pude descobrir nas reprises dos oitenta. Como era gostoso ver as três detetives solucionando os casos, com charme absurdo. Eu ainda tinha esperanças que o filme trouxesse um pouco do glamour da série, mesmo já esperando cenas de ação (estilo Matrix). Só que o estreante McG, diretor de videoclipes do Offspring, Smash Mouth e Sugar Ray, conseguiu transformá-las nas Meninas Super-Poderosas. Uma espécie de versão feminina de Missão Impossível. Coitadas de Kelly, Gil e Sabrina.

O roteiro é composto daquelas ideias mirabolantes, sequestro, recuperar software. Bill Murray empresta seu humor fino, enquanto as garotas tentam se dividir entre a mais sexy, a apaixonada e a mais violenta. É quase um filme de humor B, muito trash, marcando a total descaracterização do original. É uma pena!