Posts com Tag ‘Cary Grant’

umamorpararecordarAn Affair to Remember (1957 – EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

A história do playboy mulherengo (Cary Grant) e da ex-cantora (Deborah Kerr), que se apaixonam num cruzeiro, mesmo estando comprometidos com outras pessoas, ainda encanta multidões. E tudo porque, o diretor Leo McCarey, narra de forma simples, o romance clássico por excelência. A negação, o desejo, a luta para manter a razão, McCarey simplesmente conta o amor como ele é.

Se bem que, acredito que o filme não ficaria tão marcado, não fosse a sacada do “se nossos sentimentos assim se mantiverem, nos encontramos, em seis meses, no alto do Empire State”. Eis o ponto em que o melodrama romântico arrebata o público, aconteça o que acontecer. O público foi definitivamente conquistado, porque eles simplesmente acreditam no amor, e isso é tudo que queremos acreditar.

Notorious (1946 – EUA)

Estou para ver um final de filme mais genial e lindo do que este, alias que história de amor Alfred Hitchcock os contou. De uma beleza imensurável, de uma entrega complete aos sentimentos, a pergunta é clichê mas quem não gostaria de viver um amor assim? E isso tudo sem perder o lado de suspense e trama de espionagem que tanto faz parte do universo hitchcockiano (e tem mais, todo passado no Rio de Janeiro). Uma mulher (Ingrid Bergman) é “chantageada” pelo serviço secreto Americano a se envolver com um nazista e delatar segredos, for a dos planos estava a paixão avassaladora entre ela o agente (Cary Grant) que lhe daria suporte na missão. Começa uma história de obrigações e ciúmes, o risco da missão torna-se duplo (espionagem e adultério), e o cineasta conduz toda a trama de forma sublime, elegante, e obviamente tensa. O olhar dos personagens reflete emoções, incertezas, expõe o amor. E a tensão chega ao limite no desfecho magistral, aquele descer de escadas e o clima criado para a situação talvez seja o ápice do que um desfecho possa representar.

Intriga Internacional

Publicado: abril 12, 2011 em Uncategorized
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Norh by Northwest (1959 – EUA)

E um dos filmes mais badalados do mestre do suspense caiu sob meus olhos tristemente, não que seja um filme menor ou descartável (se pensarmos que foi realizado entre Um Corpo que Cai e Psicose, perde feio). Mas, lamentavelmente, está aquém de sua fama, de seu status. Que Alfred Hitchcock consegue seus momentos mágicos de tensão e suspense, era mais que esperado, mas essa história de homem confundido com agente do governo, e super-herói único quando há um batalhão de policiais chegando não cai bem. O filme é cheio de convencionalismos do gênero e simplesmente não funciona, talvez por suas cenas antológicas não serem de se tirar tanto fôlego assim (como o ataque de avião ou a perseguição nos rostos dos presidentes), talvez porque esse caso de amor não tenha tanto frisson ou até mesmo pelos vilões serem tão vilões, e a rigidez do mal seja num grau já antigo (hoje os vilões são espertos e divertidos). A influência que causou em 007 e demais filmes do gênero é nítida, ainda que sua veia percussora não o habilite a tão chamada obra-prima.