Posts com Tag ‘Catherine Zeta-Jones’

terapiaderiscosSide Effects (2013 – EUA) estrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

Estava até aceitando quando a ideia parecia de mais um filme acusando a industria farmacêutica de colocar os lucros à frente da saude pública. Parecia ser outro thriller crítico, nos moldes de Jardineiro Fiel, atacando a industria da tarja-preta, os medicamentos receitados por terapeutas.

Não era, Steven Soderbergh (que promete, mas nunca se aposenta) só queria filmar outro filme sobre um-crime-perfeito. Não adianta ter Jude Law e Catherine Zeta-Jones, e uma história cheia de segredinhos, ninguém mais compra só isso. Terapia de Risco cai na mesmice de um diretor que aceita tudo quanto é tipo de projeto, e trabalha com o piloto-automático há tempos (e não percebe). A injeção de animo que ele acreditar impor, só está no ritmo, não na criatividade.

Rock of Ages (2012 – EUA)

Estava pronto a dizer que o filme de Adam Shankman não servia para praticamente nada, aliás dificil encontrar um filme que se salve na filmografia desse diretor. Mas não, o filme indica, por exemplo, a total decadência de Catherine Zeta-Jones. É triste olhar para aquele símbolo de beleza e elegância e se dar conta de que tipo de papel ela acabou caindo nessa altura da carreira.

Há outros nomes de peso em papéis caricatos, como Alec Baldwin e Paul Giamatti, e até a roubada de cena de Tom Cruise (que definitivamente mostra que não tem vergonha de se expor), nada que possa ser relevante e salvar essa adaptação de um musical da Broadway que tenta resgatar as bandas de rock do final dos anos 80.

Entre um hit e outro cantando pelo elenco, surge a história do astro em crise (Tom Cruise), e, do casal de protagonistas que tenta ganhar a vida na cidade grande, realizando o sonho de se tornar cantor de sucessos. Muita água com açucar, atuações pífias, o completo excesso do exagero.

altafidelidadeHigh Fidelity (2000 – RU/EUA) estrelaestrelaestrelaestrelaestrela_cinza

Praticamente a bandeira de uma geração. Tamanha representação vem do livro de Nick Hornby, a qual o filme de Stephen Frears foi baseado. A mistura dessa cultura pop com a rotina jovem, onde tudo se resume a músicas, ou cinema e demais referências. E os relacionamentos se criam por base nessas referências, e quem não compactua com essas experiências, quem parece não estar antenado nesse universo, acaba tratado como um extraterrestre cultural. São personagens de fácil identificação com parte do público, um deleite aos consumidores de cultura pop (principalmente britânica).

A trama em si não passa de um triângulo amoroso, que ocasiona numa crise existencial do eterno adolescente Rob Gordon (John Cusack). Ele é dono de uma loja de discos, e mora com sua namorada, a advogada Laura (Iben Hjejle). Os estranhos Barry (Jack Black) e Dick (Todd Louiso) trabalham com Rob na loja, que é especializada em discos antigos e tem um pequeno público cativo. De cara a narrativa começa quando Laura decide terminar tudo com Rob, pois está interessada no antigo vizinho, do andar de cima, Ian (Tim Robbins).

Sempre falando com a câmera de maneira natural, tonando assim o público cúmplice dos seus dramas e esquisitices, um amigo a quem ele pode analisar seus erros, falar de seus desejos e manias. Rob decide nos contar sobre os cinco melhores casos de sua vida, e procurar o motivo por nenhum deles ter dado certo, ao mesmo tempo que tenta reconquistar Laura (uma das grandes sacadas são as listas de top 5 para qualquer coisa, feitas a todos os momentos).

Dessa forma, o filme consegue resumir perfeitamente essa geração, embalando com excelente (e muito presente) trilha sonora esses dramas amorosos em tom bem humorado. Se não escada da fórmula de comédia romântica, o filme cativa por seus personagens vibrantes e charmosos, como o divertidíssimo de Jack Black, e por essa capacidade de tornar o pop quase o combustível de vida dessa geração. Um clássico cult.