Posts com Tag ‘Cauã Reymond’

Tim-MaiaTim Maia (2014) estrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinzaestrela_cinza

O cinema nacional segue empilhando grandes personagens desperdiçados em cinebiografias que não vão além do “jogar para a galera”. É a opção pelo caminhao fácil, muita preocupação estética com figurinos, locações, em retratar épocas, e esquecer da essência de seus personagens e cinebiografados. Tim Maia era folclórico, portanto o humor devia mesmo estar impregnado pelo filme, mas não se tornar a única mola propulsora capaz de conduzir sua história, mas é assim que Mauro Lima narra a história do cantor.

Não faltam caricaturas de personagens importantes (como Roberto e Erasmo Carlos), nem pequenos “causos” da vida de Tim Maia. Até mesmo os mesmos mais agudos dramaticamente estão cercados pelo humor irreverente de Tim, mas dentro de toda essa preocupação em encher o público com amizades, amores, brigas e vida mundana, onde está o explosivo Tim Maia das canções, das relações pessoais? Não estava no musical que fez sucesso no teatro, e muito menos no cinema. De tão inofensivo, nem incomodar o filme consegue, fica nas atuações corretas de ambos atores que o interpretam, no humor esticado, e no padrão Globo Filmes de vender tv na telona.

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alemaoAlemão (2014) estrelaestrelaestrelaestrela_cinzaestrela_cinza

Os pontos mais fracos do filme são exatamente os focos da campanha publicitária que tenta levar o público ao cinema. Com a trama ocorrendo nas 48 horas anteriores à ocupação do Complexo do Alemão, o filme parece tratar do tema pré UPPs, mas além de algumas imagens de arquivo do exército invadindo o Alemão, o filme apenas se aproveita do momento histórico. De fato nem precisaria desse pano de fundo.

Cinco policiais infiltrados na favela, descobertos pelo tráfico, trancados numa pizzaria enquanto os capangas de Playboy (Cauã Reymond) partem à caça dos “traidores”. Quase o filme todo ocorre nos fundos da pizzaria, tenso do início ao filme, os policiais não sabem se podem confiar uns nos outros, não podem colocar a cara na rua, completamente ilhados e incomunicáveis.

José Eduardo Belmonte cria o clima claustrofóbico, sua câmera apressada deixa no cubículo cada vez mais tenso, ofegante. Caio Blat, Gabriel Braga Nunes (alguém nos olhos claros infiltrados na favela?), Milher Cortaz, Otávio Muller e o grande destaque Marcello Melo Jr trancafiados enquanto esperam a invasão ou qualquer tipo de salvação inesperada.

Se todas as cenas da pizzaria funcionam muito bem, o que ocorre fora demonstra as imperfeições do roteiro. Cauã Reymond no extremo do subaproveitado, como o grande chefe do tráfico no Alemão, além do delegado Antonio Fagundes cujas cenas também não agregam muito. Como fita de suspense, tensa, no melhor estilo 12 Homens e Uma Sentença, tudo funciona bem, o problema está em querer resgatar temas políticos, em trazer falas como “nós (policiais) estamos aqui por vocês), o peso da necessidade de ser algo mais que um entretenimento eficiente..

os-simpsons-sylvain-chomet A cineasta Sylvain Chomet (As Bicicletas de Belleville) criou uma charmosa versão francesa para a famosa abertura do seriado Os Simpsons [Youtube]

 A polêmica do pós-oscar foi a possível briga entre o diretor Steve McQueen e o roteirista do filme, John Ridley, que estaria brigados e por isso não agradeceram, um ao ooutro, nos discursos do Oscar. Links para o texto que acusa a briga [The Wrap] e outro em que Ridley nega [The Playlist]

 Essa semana foi divulgado do lineup com os filmes que estarão na próxima edição do Festival de Tribeca, em Abril próximo. Quem sabe nesta edição os filmes sejam mais empolgantes! [Indiewire] e também as mostras paralelas [Screen Daily]

 Na próxima quinta estreia Alemão, novo filme de José Eduardo Belmonte, com Cauã Reymond como chefe do tráfico na favela do Alemão, veja o trailer [Youtube]

 Poster salternativos criados por alguns artitas para o novo filme da franquia X-Men [O Capacitador]

 Versão em video baseada no livro 1001 Filmes para Ver Antes de Morrer [Youtube]

 Entrevista com Wes Anderson sobre The Grand Hotel Budapest [Little Wihite Lies]

 Não caio nessa discussão tola de que a TV é melhor que cinema, mas a qualidade de algumas produções vem complementando muito bem o que pode ser visto na telona. Especialmente quando se fala em Serial Killers, a tv cria uma onda de seriados com todos os estilos possíveis. de True Detective e Sherlock até The Killing e Dexter. Mas, brincando com essa disputa entre cinema e tv, Hannibal é um dos novos seriados que tem ganho elogios por todos os lados, e como todo mundo conhece a trilogia do cinema do Dr. Hannibal Lecter, vale uma conferida [Slant Magazine]